Ministro garante recursos para centro de inovação tecnológica em Florianópolis

Ao anunciar repasse de R$ 11 milhões à Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras – Certi, Gilberto Kassab reiterou que os investimentos em pesquisa e inovação são fundamentais para o Brasil superar a crise


Em visita ao Certi, ministro Gilberto Kassab anunciou repasse de R$ 11 milhões.
Crédito: Ascom/MCTIC

Não há país que consiga superar uma crise sem investir em ciência, pesquisa e inovação, afirmou o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação, Gilberto Kassab, nesta quinta-feira (20), durante visita à Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi), em Florianópolis (SC). “Essa é a razão de estarmos dando todo apoio ao setor, para que a gente possa encontrar saídas para a crise, investindo no desenvolvimento para gerar emprego e riqueza e ajudar a superar a difícil conjuntura econômica que temos hoje.”

Kassab garantiu que o MCTIC continuará dando suporte ao Certi e anunciou que a instituição deverá contar com um novo repasse no valor de R$ 11 milhões já em agosto. “É uma fundação parceira do governo e da iniciativa privada que precisa de receita para continuar desenvolvendo esse extraordinário trabalho.”

Criada em 1984 a partir das atividades do Laboratório de Metrologia do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a Certi é uma instituição de ciência, tecnologia e inovação voltada para pesquisa tecnológica de ponta. Em 2014, foi credenciada pela Embrapii para o desenvolvimento de sistemas inteligentes para produtos e processos de eletrônica de consumo, eletromédicos e aeroespacial e defesa, com acesso a R$ 36,6 milhões de subvenção em projetos de inovação para a indústria no período de seis anos.

Durante o encontro, o presidente da Certi, Carlos Alberto Schneider, detalhou a estrutura atual da fundação e destacou o trabalho pioneiro voltado para o desenvolvimento do país por meio de parcerias com a indústria, o MCTIC e governo estadual.

A Certi coordena o Programa Prioritário de Interesse Nacional (PPI) Hardware BR. Um dos projetos desse programa, que conta com o apoio do MCTIC, é o Laboratório-Fábrica LABelectron, que promove o desenvolvimento de Tecnologias de Manufatura de Placas Eletrônicas em Pequenas Séries Competitivas. Segundo o superintendente-geral da Certi, José Eduardo Azevedo Fiates, o LABelectron é uma ferramenta fundamental para a transformação digital. “O objetivo da Certi é contribuir cada vez mais com os diversos setores na chamada indústria 4.0, que vai agregar mais competitividade e modernização. Temos no ministério um parceiro-chave para isso.”


Fonte: MCTIC

“Bolsa de iniciação científica não se corta”, declara presidente do CNPq

De acordo com Mario Neto Borges, programas do CNPq estão sendo mantidos - Foto: Frederico Haikal
De acordo com Mario Neto Borges, programas do CNPq estão sendo mantidos – Foto: Frederico Haikal

O presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Mario Neto Borges, afirmou nesta quarta-feira (19), em Belo Horizonte (MG), que a entidade tem conseguido “navegar” em meio à dificuldade orçamentária do governo federal e defendeu a preservação dos investimentos para a formação de jovens cientistas.

“Temos mantido os nossos programas. A primeira coisa que recuperamos foi a cota de bolsas, que tinha sido reduzida em 20%”, apontou. “Você pode cortar até o salário do presidente do CNPq, mas bolsa de iniciação científica não se corta!”, declarou.

Ao participar de debate com vencedores de concursos de iniciação científica, Mario Neto afirmou que o CNPq prepara para 2018 a 29ª edição do Prêmio Jovem Cientista (PJC), entregue pela última vez em 2015. Criado em 1981, o prêmio é uma iniciativa do CNPq, em parceria com a Fundação Roberto Marinho, para revelar talentos, impulsionar a pesquisa no Brasil e investir em jovens estudantes que procuram inovar na solução de desafios para a sociedade.

“Esse prêmio é fundamental e sua abrangência alcança o país inteiro”, destacou Mario Neto. “A 29ª edição está assegurada para o ano que vem, e os patrocinadores já estão comprometidos.”

O coordenador de Ciências e Meio Ambiente Urbano da Fundação Roberto Marinho, André Luiz Pinto, apresentou uma análise da trajetória dos vencedores do Prêmio Jovem Cientista. “Tivemos 21 mil projetos inscritos em 36 anos de história do prêmio”, assinalou. “Dois em cada três projetos agraciados deram origem a produto, serviço, técnica ou patente. Esse é um número significativo para a realidade brasileira. E os dados mais bonitos: 90% dos alunos consideram que o prêmio mudou a vida deles; o mesmo percentual considera que suas pesquisas contribuíram realmente para a ciência e, de alguma forma, a sociedade e a comunidade onde vivem”, detalhou.

Casos de sucesso

Mario Neto relatou que esteve recentemente com o vencedor da primeira edição do PJC, Henrique Malvar, hoje cientista-chefe do grupo de pesquisa em inteligência artificial da empresa Microsoft. “Ele me disse que deve toda a sua vida ao CNPq, por ter sido bolsista de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado”, contou.

O então jovem cientista, agraciado em 1981, havia desenvolvido um projeto em telecomunicações. Por vídeo, gravado em Seattle, nos Estados Unidos, Malvar incentivou os estudantes a ingressar na carreira científica.

“Vocês estão entrando no mundo de pesquisa e inovação num momento fantástico da história. Estamos às portas da 4ª Revolução Industrial, uma nova era que promete fazer com que a informação digital entre em todas as áreas do conhecimento. A Microsoft investe mais de US$ 12 bilhões por ano. Temos um time de mais de 5 mil cientistas trabalhando em inteligência artificial”, informou. “Fazer pesquisa no Brasil não é fácil. Vocês verão gente brilhante desistindo. Meu conselho a vocês é: não desistam. Os cientistas serão heróis da Indústria 4.0.”

O presidente do CNPq recordou ainda o caso de uma bolsista de iniciação científica que conheceu em Janaúba (MG), quando era presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). “Essa menina do norte de Minas recebia bolsa de R$ 100,00 e aquilo para ela era o melhor emprego do mundo, porque a tirou do trabalho escravo ou talvez da prostituição. Caramba, R$ 100,00 por mês fazem uma diferença brutal. Foi uma história emocionante, que mostra que o talento está em qualquer lugar. É isso que faz a diferença: criatividade, iniciativa, interesse, curiosidade.”

Os especialistas debateram no pavilhão do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) na 69ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).


Fonte: Agência ABIPTI, com informações do MCTIC

Negócios em incubadora de Santa Catarina aumentam faturamento

A incubadora MIDI Tecnológico, fundada e mantida pela Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (Acate) e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/SC), abriga 23 empresas nascentes em tecnologia e ajuda no desenvolvimento de suas soluções para chegarem ao mercado mais competitivas e adequadas às suas áreas de atuação. Em 2016, os novos negócios incubados faturaram cerca de R$ 7,7 milhões, 60% a mais do que no ano anterior.

Dentro da incubadora os empreendedores recebem mentorias para aprimorar suas competências e consultorias para desenvolver suas empresas no âmbito tecnológico, comercial e gestão. O resultado desse processo é que, mesmo em estágio inicial, as soluções criaram aproximadamente 150 postos de trabalho em 2016 e faturaram mais de R$ 700 mil em exportação, o que representa 10% do faturamento total.

Neste ano, o foco da incubadora é o aperfeiçoamento comercial de seus empreendedores. Em 2017, 11 empresas incubadas terão a oportunidade de participar de um programa de aceleração comercial. As startups receberão, até dezembro, quatro oficinas de trabalho sobre técnicas comerciais e consultorias quinzenais de acompanhamento para analisar as necessidades específicas do negócio.

De acordo com Kamila Bittarello, coordenadora técnica do MIDI, ao fim do processo as empresas atrairão mais a atenção do mercado. “No ano passado, as incubadas receberam mais de R$ 1 milhão em aportes. Com a estratégia comercial bem alinhada, acreditamos que esse número será ainda maior este ano”, previu.

O sucesso do processo de incubação é espelhado nas dezenas de casos de empresas que passaram pelo MIDI e atualmente são graduadas. Das 89 nesses mais de 18 anos de atuação, 45 responderam uma pesquisa que revelou que essas empresas faturaram mais de R$ 223 milhões no ano passado e geraram mais de 1,5 mil postos de trabalho. As empresas ouvidas pela incubadora receberam, no ano passado, mais de R$ 75 milhões em investimentos de venture capital e geraram mais de R$ 31 milhões de tributos.


Fonte: Agência ABIPTI, com informações da Anprotec e Acate

Apple registra patente para alertas de emergência com a impressão digital

Apple regista patente para alertas de emergência com a impressão digital

Com a apresentação do novo iPhone aguardada para setembro, como costuma ser hábito, de onde poderão sair muitas surpresas, a Apple pode ter desvendado um pouco mais sobre aquilo que está para vir com a sua mais recente patente. Trata-se de um sistema de emergência que alerta as autoridades através da impressão digital do utilizador, ‘saltando’ todo o processo de enviar mensagens ou fazer uma chamada.

Esta é uma funcionalidade que pode revelar-se bastante útil quando a pessoa em perigo está ‘cara a cara’ com um assaltante ou então a ser observada, já que não é necessário qualquer tipo de diálogo direto e toda a forma de alertar as forças de segurança é discreto. Assim que ativado, é enviada a localização do utilizador – mas é também possível fazer uma transmissão em direto de vídeo ou áudio -, de forma a que possam ser tomadas as devidas medidas.

Será esta uma das muitas novas funcionalidades do novo smartphone da Apple? Talvez sim, ou talvez não. De acordo com a “CNBC“, o pedido desta patente foi submetido já em 2013, mas só agora terá sido garantida a autoria à Apple, um tempo de espera que não foge à média.

Na verdade, tanto a empresa da maçã como muitas outras tecnológicas submetem muitas dezenas de patentes que nunca chegam a aplicar em nenhum dos seus produtos. Por exemplo, só no ano passado, a Samsung recebeu mais de 5.500 patentes, a Google mais de 2800 e a Sony quase 2200. Em 11.º lugar na lista está a Apple, com pouco mais de 2.100 patentes garantidas em apenas um ano.


Prédio histórico terá centro de economia criativa para startups e empreendedores

Um decreto assinado recentemente pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, autoriza a cessão do Palácio dos Campos Elíseos, na zona central da capital paulista, ao Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). No local, a entidade pretende instalar o Centro Nacional de Referência e Empreendedorismo, que irá beneficiar aproximadamente 20 mil empreendedores e potenciais empresários por ano.

Construído no século 19, o prédio chama atenção pela arquitetura. Ele foi restaurado e agora será um polo de encontro entre investidores e empreendedores da nova economia criativa. O subsolo abrigará salas para startups e será ocupada por empreendedores que pensarão ações voltadas às empresas em fase inicial e inovações no mercado.

“O que precisamos hoje é de parceria. Precisamos colocar muito jovem aqui. Até porque hoje quando o jovem quer um emprego ele cria um. E esse é o conceito deste centro: de criação de tecnologia, de desenvolvimento, de inovação do emprego, do auto-emprego e da multiplicação dos empregos”, afirmou o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos.

Segundo o governador de São Paulo, essa é a 12ª parceria firmada entre o estado e o Sebrae. “Hoje nós estamos entregando o prédio totalmente restaurado e por decreto também estamos transferindo o local para que possamos ter um Centro Nacional de Empreendedorismo de Inovação e Tecnologia com startups, capacitações, coworking e também museu. Um grande ganho para São Paulo, o Palácio restaurado e com o conteúdo voltado aos jovens e à inovação”, destacou Geraldo Alckmin.


Fonte: Agência ABIPTI, com informações da Agência Sebrae

INPI oferece capacitação à distância em Propriedade Intelectual

Até 28 de julho ficam abertas as inscrições para o “Curso Geral de Propriedade Intelectual à Distância – DL 101P BR” oferecido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), em parceria com a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), que acontecerá de 1º de agosto a 29 de setembro.

Online e gratuito, o curso possui carga horária de 75 horas/aula e tutoria de especialistas. O objetivo é promover para o público em geral o aprendizado de temas relativos à propriedade intelectual, desde Direitos Autorais, Patentes, Marcas, Indicações Geográficas, até Desenhos Industriais, Proteção de Novas Variedades Vegetais/Cultivares, Contratos de Tecnologia e Tratados Internacionais.

Para mais informações acesse este link.


Fonte: Agência ABIPTI, com informações do INPI

Japão e Brasil financiam projetos em várias áreas do conhecimento

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e a Sociedade Japonesa de Promoção da Ciência (JSPS, na sigla em inglês) divulgaram edital para selecionar projetos conjuntos de pesquisa em diversas áreas do conhecimento. O objetivo é promover o intercâmbio científico entre instituições de ensino superior do Brasil e do Japão e a formação de recursos humanos de alto nível nos dois países. As inscrições podem ser feitas até 6 de setembro.

O coordenador do projeto deve ter vínculo empregatício permanente com a instituição de ensino superior, não podendo estar aposentado ou ter vínculo temporário. Deve também ter título de doutor, obtido há pelo menos quatro quatro anos, com reconhecida competência na área e disponibilidade para as atividades acadêmicas e administrativas atinentes ao projeto. O coordenador deverá ainda comprovar capacidade técnico-científica adequada para o desenvolvimento do projeto.

O edital selecionará até dois projetos conjuntos de pesquisa. Cada proposta deve ter um custo máximo de até R$ 355.718,00 durante sua vigência máxima de até 2 anos, considerando tanto os recursos pagos ao coordenador (recursos de manutenção do projeto e missões de trabalho) quanto os pagos diretamente aos bolsistas das missões de estudo (mensalidades e demais auxílios).

As propostas de projetos conjuntos devem ser apresentadas simultaneamente no Brasil e no Japão. As inscrições são gratuitas e admitidas exclusivamente pela internet, mediante o preenchimento do formulário de inscrição e o envio de documentos eletrônicos.

A Capes será responsável pelo repasse de recursos, incluindo bolsas de estudos e pesquisa, auxílios e verba de custeio para a equipe brasileira do projeto. As atividades relativas aos projetos terão início a partir de abril de 2018.

Para mais informações, acesse o edital completo aqui.


Fonte: Agência ABIPTI, com informações do MEC