Presidente do INPI é homenageado em congresso de Direito Internacional

Foto: INPI

O presidente do INPI, Luiz Otávio Pimentel, foi homenageado na abertura do 15º Congresso Brasileiro de Direito Internacional, no dia 30 de agosto, em Florianópolis. Organizado pela Academia Brasileira de Direito Internacional (ABDI), o evento termina no dia 2 de setembro.

Além de exercer a Presidência do Instituto, Pimentel é professor de Direito da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Academia de Propriedade Intelectual, Inovação e Desenvolvimento do INPI. Entre seus focos de pesquisa, na Pós-Graduação em Direito da UFSC, estão Propriedade Intelectual e Relações Internacionais.

Como parte de sua experiência em Direito Internacional, Pimentel também é árbitro do Tribunal Arbitral do Mercosul, indicado pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

O congresso contou ainda com uma conferência de Francisco Rezek, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, sobre o tema “O Direito Internacional e a Ordem Jurídica Brasileira”.

Na abertura, o evento teve também as participações de Sérgio Eduardo Moreira Lima, presidente da Fundação Alexandre de Gusmão; Antônio Celso Pereira, presidente da Sociedade Brasileira de Direito Internacional; e Wagner Menezes, presidente da ABDI.


Fonte: INPI

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MCTIC realiza primeira transmissão de tecnologia 5G no Brasil

Transmissão foi feita por videoconferência entre Gilberto Kassab e secretários do MCTIC - Foto: Ricardo Fonseca
Transmissão foi feita por videoconferência entre Gilberto Kassab e secretários do MCTIC – Foto: Ricardo Fonseca

O governo federal realizou nesta quinta-feira (31) a primeira transmissão de tecnologia 5G desenvolvida no Brasil, com o objetivo de levar o acesso à internet a áreas remotas e de baixa densidade populacional. A previsão com a rede 5G é aumentar o raio de cobertura, que atualmente é de 5 a 10 quilômetros, para 50 quilômetros, com banda larga de qualidade.

A demonstração da tecnologia 5G, desenvolvida pelo Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), foi feita por meio de videoconferência, a partir de uma unidade móvel de acesso à internet instalada no Bloco E do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) para o Bloco R, ponto da Estação Rádio Base (ERB).

Para isso, o Inatel desenvolveu um transceptor MIMO-GFDM Flexível, resultado de cerca de três anos de pesquisas, envolvendo mais de 30 pesquisadores do Centro de Referência em Radiocomunicações (CRR) do Inatel, criado com o apoio do MCTIC e da Financiadora de Estuso e Projetos (Finep) e mantido com recursos do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel), que investiu cerca de R$ 20 milhões no projeto.

O MIMO-GFDM consegue transmitir mais dados sem causar interferência em outros usuários, tendo múltiplos serviços dentro da mesma banda e uma diversidade de aplicações que hoje não é possível com o 4G. O Inatel deverá continuar a fazer testes com a nova tecnologia e, em seguida, transferir a produção dos equipamentos para a indústria. A previsão é que a tecnologia chegue ao mercado até 2022.

Segundo o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, com a nova tecnologia, o Brasil deixa pouco a desejar a qualquer país do mundo na área de comunicação. “O 5G democratiza e amplia o acesso à internet. Além disso, nos dá oportunidade de expandir a agricultura de precisão e de melhorar a qualidade dos serviços públicos, principalmente de saúde e de educação.”

O secretário de Telecomunicações substituto do MCTIC, Átila Souto, reforçou que a maior importância da nova tecnologia é o grande volume de dados que pode ser transmitido a grandes distâncias e para áreas remotas do país. Além disso, ela garante ao Brasil um assento em foros internacionais que discutem um padrão para o 5G.


Fonte: Agência ABIPTI, com informações do MCTIC

INPI discute propriedade intelectual em acordo Brasil-México

Foto: INPI

Nos dias 29, 30 e 31 de agosto de 2017, foi realizada a VII Rodada de Negociação Brasil-México para Ampliação e Aperfeiçoamento do Acordo de Complementação Econômica nº 53 (ACE-53), na Cidade do México.

O capítulo de propriedade intelectual (PI) do referido acordo, que trata de temas como marcas, indicações geográficas, direito de autor e observância (enforcement), avançou na elaboração de um texto consensual, de forma a garantir benefícios para as partes, melhorando o ambiente de negócios e aumentando a inserção dos países no cenário internacional.

A delegação brasileira para assuntos de PI foi composta por Iloana Rocha, chefe da Divisão de Relações Bilaterais do INPI; Daniel Pinto, chefe da Divisão de Propriedade Intelectual (DIPI) do Ministério das Relações Exteriores (MRE), e Rodolfo Milhomem de Sousa, assessor da Diretoria de Propriedade Intelectual do Ministério da Cultura (MinC).


Fonte: INPI

INPI e JPO discutem próximos passos em acordo de cooperação

Especialistas discutem cooperação entre escritórios de PI
Especialistas discutem cooperação entre escritórios de PI

Trocar experiências e detalhar ações a partir do acordo de cooperação recém-renovado entre o INPI e o Escritório Japonês de Patentes (JPO, na sigla em inglês) foi o objetivo da reunião realizada entre as duas instituições no dia 31 de agosto, no Rio de Janeiro. Foram tratados assuntos como participação em estágios no Japão, combate ao backlog e melhorias operacionais.

Participaram da reunião, pelo INPI, o diretor de Patentes, Júlio César Moreira, os examinadores de patentes Diego Musskopf e Irene von der Weid, além do coordenador de Relações Internacionais, Leopoldo Coutinho, e da analista Renata Ribas.

Pelo JPO, esteve presente Kunihiro Mizuno, especialista da Divisão de Cooperação Internacional, além de Naoto Kagoshima, cônsul do Japão no Rio de JaneiroMasaki Okamoto e Lucia Matsumoto, respectivamente diretor e assessora do Departamento de Propriedade Intelectual da Agência de Comércio Exterior do Japão em São Paulo (Jetro, na sigla em inglês).


Fonte: INPI

Futuro iPhone pode ter tela com leitor de digitais que usa imagem acústica

Não há dúvidas de que a Apple está pensando em formas de incluir novas tecnologias às telas de seus aparelhos. Em fevereiro deste ano, por exemplo, a empresa registrou uma patente para um leitor de digitais que funciona na tela inteira, e agora é a vez de termos acesso a um novo registro da Maçã.

De acordo com o documento, iPhones lançados futuramente podem trazer um leitor de digitais sob a tela, e este usaria um sistema de imagem acústica para fazer a leitura da sua digital. A patentemenciona que esse novo sensor não precisaria entrar em contato direto com o dedo do usuário; ele contaria com um grupo de transdutores acústicos capazes de enviar sinais piezoelétricos para o topo, e essas ondas seriam usadas no leitor de digitais.

Caso esteja curioso para ter uma ideia de como esse sistema vai funcionar, é possível observar algumas imagens retiradas diretamente do documento da patente na galeria que está na sequência:

Não é tão fácil

Entretanto, desenvolver algo do gênero pode trazer algumas dificuldades e limitações, já que esses componentes piezoelétricos operam em altas voltagens e estão sujeitos a grandes picos de correntes. Para resolver essa questão, a Maçã planeja recorrer a um sistema de controles integrados para os transdutores que podem operar de forma independente tanto no modo sensitivo quanto no drive.

Vale mencionar que a simples menção dessa patente não confirma que um suposto iPhone 9 pode chegar às lojas com esse recurso; é apenas uma ideia que pode ou não ser utilizada algum dia.


Fonte(s): TECMUNDO e PHONE ARENA/VICTOR H. | Imagen(s): APPLE INSIDER

Melhores práticas e tecnologias para saúde serão premiadas com R$ 50 mil

A Fundação Everis promove a terceira edição do Prêmio Empreenda Saúde, que avaliará negócios com potencial de contribuição para a melhoria das práticas, processos, tecnologias e métodos de gestão na área da saúde. O plano de negócio vencedor receberá certificados de barras de ouro equivalentes a R$ 50 mil, para apoiar a equipe a transformar o negócio em realidade. Os interessados devem se inscrever até 1º de setembro de 2017.

Poderão participar desta premiação todas as pessoas físicas residentes e domiciliadas no Brasil, com no mínimo de 18 anos de idade ou menor emancipado. As inscrições podem ser feitas individualmente ou em grupo. Nesse último caso, uma única inscrição deverá ser efetuada, com os dados de todos os membros (nome, RG, CPF, telefone, endereço completo, cidade, estado e e-mail), devendo ser nomeado um representante do grupo que participará de todo o processo, inclusive nos atos de premiação e divulgação.

Serão considerados três temas para o prêmio: “Mecanismos de integração educacional em saúde”, “Assistência integral à saúde” e “Eficiência nos processos e produtos assistenciais”. O primeiro se refere a métodos que contribuam para atender a necessidade de saúde das pessoas com qualidade, tecnologia, inovação e agilidade para tratar, educar, conscientizar e prevenir. Já o segundo e terceiro temas buscam a consolidação dos serviços de saúde e mudanças na qualidade de vida da população, com uma visão estratégica da gestão dos serviços de saúde.

Especialistas das áreas de ensino, pesquisa e inovação e empresários das diversas esferas da saúde no país julgarão os projetos.

Para mais informações e inscrições, acesse aqui.


Fonte: Agência ABIPTI, com informações da Agência Fapesp

Especialistas avaliam que Brasil precisa de mais pesquisadores empreendedores

O segundo dia do Seminário Internacional de Promoção, Desenvolvimento, Apoio e Avaliação da Inovação, promovido nesta terça-feira (29) pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e pela Academia Brasileira de Ciências (ABC), trouxe à mesa de discussão a experiência de pesquisadores brasileiros que fugiram da trajetória convencional: criaram tecnologias na academia, empreenderam e levaram o conhecimento do campus ao mercado.

“Cerca de 80% dos doutores brasileiros estão na universidade. Precisamos de mais professores empreendedores”, convocou Berthier Ribeiro-Neto, que divide seu tempo entre a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a direção de Engenharia do Centro de Pesquisa & Desenvolvimento da Google na América Latina.

O engenheiro mineiro é um dos fundadores da Akwan, buscador comprado pela Google em 2005. “Enquanto acadêmicos, tínhamos uma vantagem competitiva: estávamos no limiar do conhecimento. A Google não queria nosso negócio, mas nossa equipe”, contou Berthier, que hoje comanda 120 engenheiros em um dos mais importantes centro da gigante da internet fora dos Estados Unidos. “Tirar a tecnologia do campus é uma aventura complicada, mas possível”, completou.

Nivio Ziviani conhece bem o desafio. O cientista da computação e professor da UFMG transita pelos dois universos há 20 anos. Diferentemente da maioria dos docentes brasileiros, é um empreendedor nato: está à frente de sua quarta empresa, a Kunumi. “É preciso aproximar cada vez mais esses dos ambientes. Hoje coordeno estudantes que, a partir de seus trabalhos de conclusão de curso, dissertações e teses, também resolvem problemas concretos do mercado”, ressaltou Ziviani.

Para Edmundo Albuquerque de Souza e Silva, professor no Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe/UFRJ), é recompensador ver o entusiasmo dos alunos não só ao redigir papers, mas também ao ver um produto ou tecnologia criados por eles trazendo benefícios para a sociedade. “Precisamos preparar o estudante desde o início da graduação para empreender. Mentoria, suporte local da universidade e advogados são imprescindíveis no processo de construção de uma startup”, destacou.

Burocracia

Se as experiências são variadas, pelo menos um obstáculo é comum a esses acadêmicos que tentam conciliar vida universitária e mercado: a burocracia. Neste sentido, o Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação (Lei 13.243/2016), sancionado no início de 2016, poderia contribuir para a aproximação entre a academia e o setor privado.

“A ABC e a SBPC [Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência], duas das principais entidades do setor, têm se manifestado a favor do documento há anos, mas a discussão não avança”, queixou-se o presidente da ABC, Luiz Davidovich.

O texto ainda aguarda regulamentação. Entre outros pontos, prevê que professores em regime de dedicação integral desenvolvam pesquisas dentro de empresas e que laboratórios universitários sejam usados pela indústria para o desenvolvimento de novas tecnologias.


Fonte: Agência ABIPTI, com informações da Finep