Microsoft quer que você não perca as suas chaves

Patente registrada pela empresa indica que nova tecnologia pode usar realidade aumentada para encontrar objetos perdidos


Perder as chaves é um hábito de muitas pessoas. Afinal, é normal que elas entrem em espaços infímos e se percam entre objetos espalhados pela casa. No entanto, o costume de procurar por chaves perdidas pode estar chegando ao fim. A Microsoft registrou a patente de um novo sistema de realidade aumentada, que ajuda a encontrar e rastrear pequenos objetos perdidos pela casa — como é o caso de chaves, livros e moedas.

De acordo com a patente registrada pela Microsoft, o sistema — que poderia ser usado no óculos de realidade aumentada HoloLens, por exemplo — registra a aparência e o formato destes objetos, acompanhando-os ao longo do dia. Se você os perder, basta informar o dispositivo que irá demarcar, digitalmente, onde eles foram vistos na última vez.

O mais interessante, porém, é que o sistema conta com funções coletivas: se uma outra pessoa, que também esteja usando um dispositivo de realidade aumentada, mover um objeto qualquer, todo sistema será avisado. Não será preciso se preocupar, por exemplo, com a faxina da semana: se algum objeto essencial for deslocado, o sistema de todos na casa será alertado para a mudança.

Na prática, o novo sistema pensado pela Microsoft irá servir como um rastreador de objetos ininterrupto, podendo identificar, a qualquer instante, onde estão objetos do dia a dia.  “Perde-se muito tempo tentando encontrar objetos perdidos.  Por exemplo, procurar por chaves do carro, carteiras, dispositivos móveis e afins pode fazer as pessoas perderem muito tempo ao invés de produzir algo”, afirma a Microsoft no registro da patente.

Funcional. O novo sistema não servirá apenas para procurar chaves perdidas, é claro. “Um usuário pode ser capaz de descobrir uma localização mais recente das chaves perdidas, pode receber um lembrete para comprar mais leite enquanto navega na seção de laticínios em um supermercado ou pode rastrear e recuperar quaisquer outros objetos identificados pelo sistema”, afirma o texto da patente.

Por se tratar de uma patente, ainda não há informações se a Microsoft tem interesse em desenvolver a tecnologia. Procurada pela imprensa internacional, a Microsoft não se pronunciou.

Tecnologia deu passos pequenos em 2016

Principais novidades foram evoluções que não chegaram a mudar a vida das pessoas


 
Imagem: ESTADÃO

Sejamos sinceros: 2016 foi um ano um pouco desapontador para quem gosta de aparelhos e novidades tecnológicas. Apesar de alguns lançamentos interessantes, a maior parte deles eram apenas vislumbres de tecnologias que ainda vão chegar – e não estão prontas para mudar a nossa vida.

Se há algo que podemos aprender como consumidores em 2016 é que parece que estamos no meio de uma calmaria tecnológica. Há razões para isso estar acontecendo. Para começar, muito da inovação que existe hoje tem sido feita na área de software: pense em aplicativos e serviços de streaming de áudio e vídeo, capazes de revolucionar dispositivos que já temos. Na verdade, o software é algo ainda melhor quando ele pode funcionar em um dispositivo que já existe – e não criar um novo aparelho.

Além disso, criar um novo aparelho é difícil. O smartphone foi uma invenção extraordinária que requisitou uma série de condições para convergir e se tornar bem sucedido. Desde que se popularizou, os fabricantes trabalham para fazer smartphones mais finos, leves e poderosos. Mas o grande arroubo já passou: uma tela curva é legal, mas não é nada revolucionária se comparada à primeira tela sensível ao toque.

Isso pode explicar porque cada vez menos pessoas estão propícias a comprar um celular novo em folha – 2016 foi o primeiro ano com queda na venda de iPhones, vale lembrar. Nosso amor pela tecnologia ainda é forte, mas já não é aquela paixão arrebatadora.

Os dispositivos nos quais a indústria de tecnologia tem apostado suas fichas – como óculos de realidade virtual e carros autônomos são dispositivos que, por enquanto, ainda vão demorar um pouco de tempo para se desenvolver como produtos.

Feira. Dando uma espiada no que deve ser anunciado na CES 2017 – feira de tecnologia que acontece em Las Vegas esta semana e costuma dar as cartas das novidades do setor –, a tendência deve continuar em pequenos passos. Dispositivos para casa conectada, drones, impressão 3D e vestíveis estão novamente sendo trazidos à tona como as grandes novidades. É seguro dizer que nenhum deles evoluiu o bastante para se tornar algo onipresente como são hoje os smartphones.

Por falar em smartphones, o iPhone faz dez anos em 2017. E até mesmo rumores sobre o novo modelo do aparelho são pouco inspiradores. Sim, há boatos de que o novo iPhone será todo feito de vidro, terá carregamento sem fio e um design elegante, mas essas não são exatamente características revolucionárias. O que parece que devemos esperar de 2017 são aparelhos que podem não revolucionar o nosso mundo, mas sim melhorá-lo. Isso não é ruim, claro.

Sem grandes novidades, podemos ver preços de componentes caindo, deixando dispositivos mais baratos pelo ganho de escala. Além disso, boas ideias, como fechaduras eletrônicas, podem servir de inspiração para outros fabricantes e aumentar a competitividade do mercado.

Enquanto as grandes novidades ainda devem demorar um pouco para chegar, os usuários comuns de tecnologia podem aproveitar pequenas atualizações que caibam em seus bolsos. Isso não significa que a tecnologia está estagnada, parada ou em estado de colapso. A verdade é que, em 2017, pode não haver um “grande aparelho a ser comprado”, mas sim, uma linha razoável de bons dispositivos.


Fonte: Redação Link – O Estado de S.Paulo

Por: Hayley Tsukayama – The Washington Post

 

Programa garante mais crédito e menos burocracia para pequenos negócios

O governo federal, em parceria com o Banco do Brasil e com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) lançaram nesta quarta-feira (18), em Brasília (DF), o programa “Empreender Mais Simples – menos burocracia, mais crédito”. A iniciativa tem como objetivo reduzir a burocracia e orientar o acesso ao crédito destinado a empresários de pequenos negócios.

Um total de R$ 8,2 bilhões será disponibilizado para atender cerca de 40 mil empresas em dois anos – R$ 1,2 bilhão de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e R$ 7 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES). A parceria prevê soluções de financiamentos por parte do Banco do Brasil, com orientação e acompanhamento, antes e depois da concessão de crédito, por consultores do Sebrae, para uso consciente dos recursos e melhoria da gestão financeira das empresas com redução de riscos de inadimplência.

De acordo com o presidente do Banco do Brasil, Paulo Rogério Caffarelli, 2,3 milhões de clientes da instituição financeira são micro e pequenas empresas (MPEs). “Estamos aperfeiçoando o nosso atendimento para atender melhor esse público. Aumentar o crédito vai fazer com que as micro e pequenas empresas ganhem força para serem importantes atores no retorno do crescimento da economia.”

Para o presidente Michel Temer, as medidas de estímulo ao desenvolvimento dos pequenos negócios vão impactar positivamente na retomada da economia brasileira. “A macroeconomia está sendo reformulada, mas produz efeito em prazos mais longos. Já a microeconomia produz resultados imediatos, e é isso que queremos para o ano que vem”, destacou.

Sistemas informatizados

O convênio permitirá também a criação de dez sistemas informatizados que diminuirão a complexidade e o tempo gasto no cumprimento das obrigações tributárias, previdenciárias, trabalhistas e de formalização. Para a elaboração desses sistemas, o Sebrae investirá R$ 200 milhões até o final do próximo ano. As ferramentas servirão para promover um ambiente de negócio com mais agilidade, que facilitará a gestão das empresas.

“Quanto menos tempo o empreendedor gastar com o preenchimento de papéis e com processos burocráticos, mais tempo ele terá para gerenciar a empresa e aumentar a lucratividade, o que tem impacto imediato também na geração de emprego e renda no país”, comentou o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos.

Entre os sistemas que serão desenvolvidos está o e-Social voltado para empresas. Nesse portal, os empreendedores poderão cumprir de forma unificada suas obrigações trabalhistas e previdenciárias. Com isso, serão eliminadas 13 obrigações acessórias e será possível incluir o recolhimento das contribuições à previdência retidas dos empregados e ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) na mesma guia do Simples Nacional.

O investimento permitirá ainda a ampliação e a implementação em todo o Brasil da Redesimples, que reduz a burocracia e o tempo de abertura das empresas. Também será aplicado na melhoria do Portal do Empreendedor, que possibilita a formalização imediata dos Microempreendedores Individuais (MEI); e na criação de sistemas que emitam documentos fiscais eletrônicos e executem restituições, parcelamentos e pagamentos do Simples. A expectativa é que as primeiras entregas começarão em fevereiro deste ano.


Fonte: Agência Gestão CT&I, com informações do Blog do Planalto e Agência Sebrae de Notícias

Parque Tecnológico de Goiabeiras, em Vitória, tem área delimitada

São mais de 300 mil metros quadrados localizados na região.
Promessa de Luciano Rezende, projeto promete gerar trabalho e renda.


Uma das promessas do prefeito Luciano Rezende (PPS) para a próxima gestão, o Parque Tecnológico de Goiabeiras, em Vitória, já tem área delimitada. São mais de 330 mil metros quadrados destinados a projetos voltados à tecnologia. A previsão é que ele fique pronto em 2018.

Na campanha eleitoral, o prefeito prometeu a criação de 2.500 empregos na primeira fase do projeto. A secretária de desenvolvimento da cidade, Lenise Loureiro, fala sobre a importância econômica do Parque Tecnológico para Vitória.

“É um espaço onde a gente quer a chegada de várias empresas ligadas à inovação tecnológica, à economia criativa, que é onde as pessoas se encontram. Pessoas da universidade, empresários, sempre em busca de soluções de inovação, aplicativos, soluções para a linha de produção de uma grande indústria. Isso vale dinheiro, traz movimentação de receita para o município”, explicou.

Área destinada ao projeto é de 300 mil metros quadrados (Foto: Reprodução / TV Gazeta)
Área destinada ao projeto é de 300 mil metros quadrados (Foto: Reprodução / TV Gazeta)

Um dos questionamentos a respeito desse grande projeto é se a área escolhida para a implantação será dedicada exclusivamente à tecnologia ou se poderá ter residências. Membros do conselho do bairro que são contrários ao que foi proposto pela prefeitura defendem que residências, hotéis e outros estabelecimentos possam estar presentes no local.

A secretária informou que no projeto não há espaço para a construção de casas, já que cabe à prefeitura apenas a construção de um centro de inovação, onde vai funcionar o Tecvitória, que é uma espécie de “incubadora de empresas”. Esse prédio vai custar R$ 10 milhões e será de responsabilidade das empresas que vão atuar no parque a construção dos seus espaços.

“As empresas particulares vão buscar áreas e vão investir em prédios próprios, para a chegada e aperfeiçoamento desses processos produtivos, desses encontros de inteligência”, disse.

Pedro Matiazzi mora há mais de 50 anos em Goiabeiras. A casa dele fica próxima a uma das áreas onde o será construído o Parque Tecnológico. “A gente não tem informação precisa do que é e de como vai ser”, afirmou.

O presidente da associação de moradores de Goiabeiras Velha acredita que o projeto, que tem previsão para ficar pronto em 2018, vai ser bom para o bairro, mas confirma que há questionamentos da população.

“Para as pessoas da comunidade, ainda há muitas dúvidas. São dúvidas que eu não tenho conhecimento para esclarecer. O adequado seria vir a secretária, com as pessoas que estão dentro do projeto, para explicarem melhor para as pessoas o que vai ser feito e a grandiosidade desse projeto que nós precisamos tanto”, disse.


Fonte: TV Gazeta / Por: Rodrigo Maia

1895: Nascia Laurens Hammond, inventor do órgão elétrico

Em 11/1/1895, Laurens Hammond, o inventor do órgão que leva seu nome, nascia nos EUA. Ao longo da vida, engenheiro registrou 90 patentes


Todo tecladista que se preze sonha com o som do órgão Hammond, que Keith Emerson, do grupo Emerson, Lake & Palmer, comparou certa vez ao de um piano de cauda.

Inventor Laurens Hammond
Inventor Laurens Hammond / Foto: Deutsche Welle
O instrumento eletromecânico é uma criação do americano Laurens Hammond, nascido em 11 de janeiro de 1895 em Evanston, no Estado de Illinois. A criatividade de Hammond manifestou-se cedo: aos 14 anos, desenvolveu um projeto de transmissão automática para carros. Depois dos estudos de Engenharia, trabalhou primeiro na Fábrica de Motores Gray, em Detroit.

Em 1920, conseguiu comercializar um relógio sem ruído que inventara, juntando dinheiro suficiente para se instalar em Nova York. Foi lá que inventou um motor síncrono, utilizado posteriormente na fabricação de relógios elétricos e de seus órgãos.

De óculos 3D a sistemas de navegação

A lista de invenções de Hammond vai longe, a começar pelos óculos para assistir a filmes em 3D. De uma mesa automática para misturar cartas de bridge, chegaram a ser vendidos 14 mil exemplares em 1932. Durante a Segunda Guerra Mundial, ele ajudou a desenvolver sistemas de controle de navegação para foguetes.

Em 1932 o inventor fundou sua primeira empresa, que fabricava principalmente relógios. A produção foi se diferenciando, de forma que a firma passou a se chamar, cinco anos mais tarde, Hammond Instrument Company e, finalmente, Hammond Organ Company.

Por décadas a fio, o órgão Hammond, apresentado ao público em 1934, foi o instrumento de teclado predileto de numerosos músicos de rock e jazz. Entre os virtuoses do instrumento, encontram-se, além de Keith Emerson, Booker T. Jines, Brian Auger, Jimmy Smith; Rhoda Scott e Barbara Dennerlein.

Sobrevivendo ao sintetizador

No início da década de 1970, o sintetizador se impôs, e a produção do órgão Hammond foi suspensa. Mas o instrumento ressurgiu, em fins dos anos 80. A empresa japonesa Suzuki, que comprou a Hammond em 1991, desenvolveu então um órgão eletrônico como sucessor do legendário Hammond B3.

Quando Laurens Hammond se aposentou, aos 65 anos, era um homem abastado, dono de um castelo na França, um penthouse em Nova York e mansões no Uruguai e em Antígua. Ao falecer, em 1973, aos 78 anos, deixou 90 patentes.

Mas seu nome ficou indissociavelmente ligado ao instrumento que inventou, cujos primeiros exemplares, cobiçados e por isso caros, continuam na ativa, em estúdios e palcos. E, para os entendidos em música, Hammond é simplesmente sinônimo de órgão elétrico.


Fonte: Notícias Terra

Recomposição de bolsas de Iniciação Científica estará disponível a partir de janeiro

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) pretende recompor as cotas das instituições participantes dos Programas de Iniciação Científica, voltando aos patamares originais. Com a medida, a previsão da entidade é que as bolsas estarão disponíveis para implementação a partir de janeiro deste ano.

Ao todo, com a recomposição, as bolsas do Programa de Iniciação Científica representam um investimento mensal de R$ 11,5 milhões. Houve um acréscimo de 6.447 bolsas ao total concedido em agosto deste ano, o que representou R$ 2,27 milhões mensais (R$ 43 milhões durante a vigência dos benefícios).

As novas bolsas estão distribuídas da seguinte forma: Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic), com 4.642; Programa de Iniciação Científica para o Ensino Médio (Pibic-EM), com 1.048; Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Pibiti), com 597; e Programa Institucional de Iniciação Científica nas Ações Afirmativas (Pibic-Af), com 160.

“Ficamos satisfeitos em conseguir os recursos necessários para recomposição das Bolsas de IC. Mais do que evitar que os cortes fossem efetivados, é importante valorizar o Programa de Iniciação Científica pela sua capilaridade em todo o Brasil assim como a capacidade de preparar os jovens para a ciência incluindo a descoberta de talentos que tanto o País precisa”, afirmou o presidente do CNPq, Mario Neto Borges.


Fonte: Agência Gestão CT&I/ABIPTI, com informações do CNPq

Comissão da Câmara dos Deputados aprova prioridade para tecnologia nacional em licitações

Proposta prioriza bens e serviços produzidos com tecnologia desenvolvida no país; produzidos ou prestados por empresas que invistam em P&D no país; e os produzidos localmente


Da Redação

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira, 5, proposta que prioriza, em licitações públicas, sucessivamente, bens e serviços produzidos com tecnologia desenvolvida no país; produzidos ou prestados por empresas que invistam em pesquisa e no desenvolvimento de tecnologia no país; e os produzidos localmente.

O texto aprovado foi um substitutivo ao Projeto de Lei 6.252/13.

Atualmente, a Lei das Licitações (8.666/93) considera como critério de preferência, pela ordem: bens e serviços produzidos no país; os produzidos ou prestados por empresas brasileiras; e, por fim, os produzidos ou prestados por empresas que invistam em pesquisa e no desenvolvimento de tecnologia no país.

Conforme o texto aprovado, a margem de preferência será estabelecida com base em estudos realizados, revistos periodicamente ou reconhecidos pelo Poder Executivo federal, em prazo não superior a cinco anos.

Investimento no país

No caso de produtos manufaturados e serviços nacionais, o substitutivo modifica a lei atual para especificar que a preferência também se aplica àqueles resultantes de desenvolvimento e inovação tecnológica realizados no País, conforme definição por ato do Poder Executivo federal.

A proposta permite ainda que, em qualquer contratação destinada à implantação, à manutenção e ao aperfeiçoamento dos sistemas de tecnologia de informação e comunicação, a licitação possa ser restrita a bens e serviços com tecnologia desenvolvida no País. A lei hoje restringe essa preferência aos sistemas considerados estratégicos.

A matéria, que tramita em caráter conclusivo, será analisada ainda pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados. Com informações da Agência Câmara.


Fonte: COMPUTERWORLD