INOVAÇÃO ENTRA EM DISCURSO DE LEGADO E TRANSIÇÃO NA UFES

A Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), consolidada como a mais importante referência regional em educação superior, está encerrando mais um ciclo político-administrativo. Ao fim de dois mandatos consecutivos para os quais fui conduzido pela comunidade acadêmica, constato um conjunto de fatores que sinaliza perspectivas alvissareiras para a Ufes.

Os inúmeros avanços – todos muito significativos – revelam positivas potencialidades que permitem à universidade ampliar o seu papel de excelência na formação de recursos humanos qualificados, e de produção de pesquisa e extensão universitária voltada para a comunidade.

Nos últimos oito anos a Ufes fortaleceu a sua relevância estratégica para o Espírito Santo. Um modelo planejado de expansão foi implantado e assegura à universidade plenas condições de contribuir mais fortemente para o Estado, diante dos desafios que o poder público e a sociedade têm em relação ao futuro.

A evolução da Ufes nesse período ocorreu em diversas áreas fundamentais. Na graduação, por exemplo, ampliamos a oferta de cursos de 47 para 91; e de 2.745 vagas para 4.930. Dos 12 mil alunos matriculados, avançamos para 18 mil, com a projeção de chegarmos a 22 mil em 2012. Promovemos a inclusão educacional, atraindo para o ambiente acadêmico uma considerável faixa de jovens que estava distante do ensino superior.

Com sólidos projetos de expansão, implantamos a interiorização, com a criação de uma nova unidade acadêmica em São Mateus, no Norte capixaba, saindo de dois para 14 cursos de graduação e três mestrados, e com estágio avançado de obras. No Sul, em Alegre, com quatro cursos em 2004, conseguimos ampliar e modernizar a nossa unidade, e avançamos para 17 cursos de graduação, além de quatro mestrados e um doutorado, e onde se ergue um moderno conjunto de construções. Em Jerônimo Monteiro, também no Sul, instalamos um importante centro de pesquisas sobre florestas e recursos hídricos.

Na pós-graduação a Ufes instalou programas em todos os seus 10 centros nos últimos oito anos. Assim, saltamos de 19 mestrados para 46; e de cinco doutorados para 14. Um considerável crescimento, muito superior à média entre as universidades federais. Isso é impactante para a universidade e o Estado, pois significa elevada qualificação de recursos humanos para atuação no mercado local, além de acelerar a pesquisa científica, tecnológica e inovação. Na extensão universitária, saímos de pouco mais de 200 projetos para cerca de 700, contemplando 1,2 milhão de capixabas em diferentes áreas, além de ampliarmos a produção cultural.

Neste momento, a Ufes inicia um processo de transição administrativa, crucial para o seu futuro, na medida em que deixo a Reitoria após um ciclo de realizações, para exercer outras funções públicas na esfera federal. É imperativo, porém, que a educação permaneça em nossa agenda como decisiva para o desenvolvimento do Espírito Santo. A comunidade universitária, por sua vez, saberá ter a sabedoria e o equilíbrio para escolher um projeto que mantenha as suas conquistas e que avance em novas direções.

Rubens Rasseli, ex-reitor da Ufes


Fonte: http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2011/05/noticias/a_gazeta/opiniao/855140-rubens-rasseli-legado-e-transicao-na-ufes.html

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