EMPRESAS PROPÕEM RECOMENDAÇÕES PARA ELEVAR A INOVAÇÃO EM EVENTO NO CEARÁ.

Empresas e instituições científicas e tecnológicas (ICTs) que mais inovam no país – responsáveis por 60% do investimento empresarial em pesquisa e desenvolvimento (P&D) preparam na capital cearense um documento com os principias requisitos para ampliar o investimento em inovação nos próximos anos. A Carta de Fortaleza, como está sendo chamada, será resultado da 11ª Conferência da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei) e será apresentada posteriormente ao governo federal.

De acordo com o presidente da associação, Carlos Eduardo Calmanovici, as políticas públicas brasileiras de incentivo à inovação precisam avançar e devem, obrigatoriamente, considerar os desafios enfrentados pelas empresas. “Devemos utilizar com muito mais eficiência os instrumentos de crédito, a desoneração tributária e a subvenção”, disse na abertura oficial do encontro que registrou 1,5 mil inscrições.

Também segundo ele a carta poderá abordar, por exemplo, a formação de recursos humanos, a reavaliação de marcos regulatórios e propor mecanismos de compras governamentais mais ousados. “Estamos vivendo um novo momento da inovação no país e temos que aproveitar esse ambiente”, destacou.

Presente na conferência, o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, se comprometeu em discutir o que for tratado e pontuou que é preciso “fazer desse encontro políticas públicas concretas”.

Carlos Calmanovici pontuou, ainda, que existe um amplo entendimento no setor empresarial que a inovação é essencial para a competitividade. Para ter uma ideia, as empresas associadas à Anpei investem em média duas vezes e meio a mais em P&D que as demais do país. “O sistema Anpei atingiu um grau de maturidade, que nos permite avançar com maior robustez. A inovação saiu definitivamente da ótica científica e passou a integrar a ótica econômica”, completou.

Inovação em pauta

A Conferência Anpei acontece até amanhã (22), no Centro de Convenções de Fortaleza. A programação inclui palestras com especialistas nacionais e internacionais, além da apresentação de 40 casos de sucesso. O tema deste ano é “inovação em cadeias produtivas”, com forte direcionamento para o papel dos pequenos e micros empreendimentos nesse processo.

“Empresas que inovam isoladamente e de forma pontual, por mais estruturadas que sejam, sempre encontrarão limitações. As redes de inovação se apresentam como oportunidade única para a prática da P&D horizontal. Para que o país seja competitivo, a inovação precisa ser distribuída em todos os elos da cadeia produtiva”, concluiu Calmanovici.

A abertura contou com as presenças de representantes dos ministérios da Ciência e Tecnologia, das Comunicações, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Finep, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), do Banco do Nordeste, entre outras instituições.

 Fonte: Gestão C&T

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