MERCADANTE DEFENDE INOVAÇÃO E CRESCIMENTO SUSTENTÁVEL NO SENADO.

O encontro, organizado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), teve por objetivo debater o tema “Economia e competitividade: a importância da inovação”.

O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, defendeu ontem (28), em audiência pública, no Senado Federal, a necessidade de o país aproveitar o momento favorável da economia para apostar no crescimento sustentável e na inovação. O encontro, organizado pela CAE teve por objetivo debater o tema “Economia e competitividade: a importância da inovação”.

 Mercadante apresentou um balanço do crescimento do Brasil no último século, lembrando que, na primeira metade do período, o crescimento do país girava em torno de 4,6%. Ele traçou um panorama da evolução econômica e industrial brasileira e reforçou que o Brasil agora passa por um momento diferenciado em que o crescimento está baseado no mercado interno, mas crescendo a patamares semelhantes à primeira metade do século passado.

 O ministro destacou que o Brasil foi o terceiro país que mais cresceu na economia mundial no ano passado e atribuiu parte deste desempenho ao controle da inflação que esteve dentro do limite da meta inflacionária desde 2004. De acordo com ele, a situação deve se repetir neste ano, apesar das interferências no mercado mundial e preocupações iniciais.

 “Nós tivemos um fortíssimo choque de preços a partir das commodities, em seis meses, os preços das commodities externas, inclusive petróleo, cresceram 42%. Isso pressionou a inflação no Brasil e no resto do mundo, a economia estava muito aquecida. O governo tomou medidas, aumentou o superávit primário. Tivemos medidas para regular o crédito, um pequeno aumento na taxa de juros, que já é alta, e a inflação já começa a cair no mundo e aqui e nós vamos cumprir o regime de metas esse ano mais uma vez”, afirmou.

 Para o ministro, o crescimento está baseado na expansão do mercado interno de consumo de massa, estimulado por políticas de governo como o crédito consignado, aumento do salário-mínimo e o Programa Bolsa Família. “Vão criando uma massa de consumo que vai mudar o padrão de crescimento, ou seja, a gente não depende mais só do mercado externo para crescer”, disse.

 Mercadante também citou como fator para o crescimento, a consolidação de um sistema público de crédito, financiamento e investimento. Neste sentido, ele pediu o apoio dos senadores para aprovação da Medida Provisória encaminhada à casa que libera R$ 1 bilhão de crédito para a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT) atender a demanda de inovação. “Esse forte sistema de crédito foi o que permitiu ao Brasil sair da crise como saiu”, sustentou.

Crescimento sustentável – O ministro citou oportunidades para viabilizar um crescimento sustentável, como a grande população economicamente ativa, consolidação da sua democracia, com a melhora das contas externas. Mas para avançar ainda mais, segundo ele, é preciso superar o déficit comercial em setores de alta tecnologia e aumentar a produção de conteúdo nacional em setores estratégicos como de Tecnologia da Informação e de fármacos.

 De acordo com Mercadante, uma das diretrizes fundamentais desenhadas pelo governo é investir em formação de recursos humanos, numa economia verde, de baixo carbono, aumentar o registro de patentes e colocar a Ciência, Tecnologia e Inovação como eixo estruturante do desenvolvimento.

“Isso é que vai permitir ao Brasil dar um salto extraordiário. O Brasil não pode se acomodar em ser um exportador de commodities. Nós temos que desenvolver a indústria portadora de futuro. E isso exige Ciência, Tecnologia e Inovação”.

 O ministro também citou como uma das estratégias para alavancar a inovação no país a criação da Embrapa da Indústria (Embrapi), que iria reunir as instituições que produzem inovação e pesquisa para a indústria por meio da rede Sibratec, articulada pelo próprio Ministério da Ciência e Tecnologia.

 “Estamos numa negociação bastante avançada com a CNI (Confederação Nacional da Indústria). A ideia não é criar uma estatal. Uma empresa predominantemente de capital privado com participação do estado reunindo e articulando esses centros. Criar uma Embrapa industrial só para alavancar a inovação”, ressaltou.

(Ascom do MCT)

Fonte: Jornal da Ciência.

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