COLABORAÇÃO QUE GERA INOVAÇÃO

A inovação está na conexão entre diversos conhecimentos e aplicação em novas soluções. Quando se encara o espectro da inovação aberta em que se sabe que o conhecimento está em locais distintos e, por vezes, distantes, ou mesmo de multinacionais, com grande dispersão geográfica, surge o desafio de como criar e manter as conexões. O professor do KTH Royal Institute of Technology, Mats Magnusson, integra um grupo de pesquisa chamado MCID (Managing Collaborative Ideation Dynamics), que analisa como empresas de grande porte lidam com essa situação.

Após anos de estudo, Magnusson percebe que a melhor alternativa para interligar diferentes atores de interesse só é encontrada caso a caso, dependendo do contexto e dos recursos disponíveis. Ele cita, por exemplo, a Ericsson, empresa com mais de 100 mil funcionários distribuídos pelo globo. A empresa gera conhecimento a todo instante e precisa compartilhar esse conhecimento em sua extensão. Mais que isso, entende que é importante que as pessoas conversem para além de seus setores, possibilitando o surgimento de inovações.

Nesse caso e em tantos outros, plataformas criadas na web são ferramentas importantes. A empresa criou um espaço no qual se comunicam pessoas de diversos países e cujas ideias postadas são divulgadas de acordo com as demandas que os gerentes apresentam, criando o que ele chama de caixas de demandas. Mais que um receptor, esse espaço estimula a interação e o feed back. “Ideias são lançadas a todo tempo e, para chegar à inovação, é preciso desenvolver. Por isso esse tipo de organização é importante para que a empresa consiga conduzir a evolução e manter os participantes ativos”, explica.

Outro exemplo interessante é a Scania, que criou um canal para relacionamento com motoristas de caminhão. O que surgiu daí foi uma série de discussões inesperadas sobre quesitos técnicos dos veículos. Dessa forma, a empresa pôde desenvolver diversas melhorias em seus produtos.

Segundo ele, é importante que as empresas identifiquem seus desafios e os atores que querem colocar em contato. “A colaboração se desenvolve a partir do relacionamento. Criar mecanismos que estimulem esse contato ajuda a criar laços que serão fundamentais. As plataformas online são apenas uma ferramenta. O que faz diferença é o uso que se faz dela e como elas são apropriadas e usadas na gestão da inovação”, diz. “Essa lógica pode ser usada também na cooperação internacional, pois se entende que é preciso criar pontes com determinadas pessoas para que a colaboração se estabeleça”.

FONTE: Centro de Open Innovation – Brasil
Leia aqui a íntegra do Boletim Inovação Aberta

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