TECNOLOGIA DO ABACAXI É TEMA DE ACORDO ENTRE UFES E INCAPER

Enio Bergoli, Reinaldo Centoducatte e Alberto Fernandes assinaram o acordo

Presente no abacaxi, a bromelina é uma enzima muito usada nas indústrias farmacêutica, cosmética e alimentícia. Uma nova tecnologia foi desenvolvida para utilizar as sobras das plantações, otimizando os recursos e diminuindo os resíduos no campo. O novo processo é o resultado de uma pesquisa desenvolvida há dez anos por meio de uma parceria entre a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper).

Para definir os direitos de propriedade intelectual sobre a tecnologia, a Ufes e o Incaper firmaram, nesta segunda-feira (01), um acordo de co-titularidade. Assinado pelo diretor presidente do Incaper, Evair Vieira de Melo, e pelo reitor da Ufes, Reinaldo Centoducatte, o documento também resguarda os direitos decorrentes de exploração comercial da patente. A solenidade contou com a presença do secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, do diretor-técnico do Incaper, Aureliano Nogueira da Costa, e do diretor do Instituto de Inovação da Ufes (Init), Antonio Alberto Fernandes.

Enio Bergoli lembrou que no Brasil o abacaxi é consumido basicamente ao natural. No entanto, em países como os Estados Unidos grande parte da produção da fruta destina-se às tecnologias industriais, agregando valor ao produto. “O processo celebrado aqui amplia ainda mais nossa competitividade, agrega valor ao produto, podendo gerar novos negócios, emprego e renda”, enfatizou.

O reitor da Ufes ressaltou que o acordo consolida uma parceria de mais de 40 anos entre a Ufes e o Incaper. “Colocamos nossos instrumentos de conhecimento à disposição, na perspectiva de oferecer à sociedade novas tecnologias para colaborar com o desenvolvimento do Estado”, disse.

A pesquisa denominada “Processo de purificação da bromelina, bromelina purificada e usos da bromelina purificada” foi desenvolvida pelo aluno de doutorado do curso de Biotecnologia da Ufes, Helber Barcellos da Costa. O trabalho foi realizado nos laboratórios da Ufes e Incaper, com orientação dos professores José Aires Ventura e Patrícia Fernandes. Aires esclarece que o novo processo representa um avanço para o segmento do agronegócio, levando a substância a um grau de pureza de 90%, o que agrega mais valor ao produto.

A proteção intelectual da tecnologia, por meio do depósito de patente, está sendo realizada pelo Instituto de Inovação da Ufes (Init). O diretor do Init, Antonio Alberto Fernandes, ressaltou a importância da transferência de tecnologias, como a do abacaxi, no processo de desenvolvimento industrial do Estado. “A obtenção de registro de patente pode levar a uma posterior transferência de tecnologia para o setor industrial”, disse.

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