UFES PATENTEIA FÓRMULA DE AÇO SEM MANGANÊS

açoA Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) depoisitou mais uma patente no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), órgão responsável pela concessão de patentes no Brasil. A pesquisa patenteada foi desenvolvida pelo professor do departamento de Engenharia Mecânica, Osvaldo Guilherme Comineli e consiste na retirada do manganês na producão de aço. Sem o elemento químico, que é comumente usado na fabricação de ligas metálicas, o aço ganha em qualidade evitando-se trincas no material.

Leia abaixo detalhes da pesquisa de Comineli, em matéria publicada na Revista ABM Metalurgia, Materiais & Mineração, Volume 69 (março e abril/2013)

Fórmula para aço sem manganês ganha patente

A possibilidade de desenvolvimento de um aço totalmente livre de manganês é o objetivo final de um trabalho do engenheiro Osvaldo Guilherme Comineli e patenteado pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), onde é professor no Departamento de Engenharia Mecânica. A patente é resultado de vários anos de pesquisa sobre problemas e benefícios do uso de cobre nos aços.

Engenheiro metalurgista, mestre em metalurgia extrativa do lítio e PhD na City University (Londres), na área de Ductilidade a Quente dos Aços (Trincas em Lingotamento Contínuo), Comineli explica que, além de causar fragilidade a quente nos aços (hot shortness), o cobre não pode ser removido na aciaria; permanece no banho metálico e solidifica-se formando segregados. Por outro lado, como seu ponto de fusão é mais baixo, adquire uma forma líquida no interior do aço solidificado, gerando trincas durante o processo de lingotamento contínuo e laminação a quente.

Às vezes, segundo ele, usa-se níquel para combater os efeitos negativos que o enxofre e o manganês causam nesses aços com cobre. “Se retirarmos todo o manganês e adicionarmos cobre, o enxofre não terá o manganês que é o seu predileto predileto para combinar – MnS. Com a remoção, o enxofre terá então que se combinar com o cobre. Assim, formam-se fases mais dispersas e finas de CuS e o metal não dica acumulado podendo provocar trincas”, propõe Comineli.

Com essa solução, segundo ele, o “calcanhar de Aquiles” das trincas de fabricação destes aços estaria então solucionado, de uma forma mais barata, simplesmente removendo o manganês do aço. O cobre remanescente – que não combinou com o enxofre – fica dissolvido. “Assim, tem-se um aço com cobre, que confere ao metal melhoria de tenacidade e maior resistência à corrosão, por causa do envelhecimento por precipitação e do efeito pátina”.

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