Para secretário, meio acadêmico precisa valorizar extensão tecnológica

A extensão tecnológica é um caminho para fazer chegar à sociedade o conhecimento desenvolvido em e pesquisa. No entanto, na opinião do secretário de para Inclusão Social do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Oswaldo Duarte Filho, a atividade precisa ser mais valorizada em universidades e institutos.

“No meio universitário, mais importante que o dinheiro é a valorização da atividade”, disse Oswaldo na abertura do Seminário Extensão Tecnológica no País, nesta quarta-feira (6), na Câmara dos Deputados. “Hoje, no currículo de um pesquisador, é muito importante uma publicação em uma revista indexada ou a participação em um programa de pós-graduação, mas não se destina à  participação dele em uma atividade de extensão.”

O secretário propôs um movimento para incentivar o meio acadêmico a colocar o conhecimento produzido mais a serviço da sociedade. “Quem banca todos os recursos investidos em ciência e tecnologia [C&T] é a população, que se beneficiar disso. O nosso trabalho é justamente facilitar que o conhecimento saia [de trás] dos muros das universidades e chegue onde as pessoas vivem”, destacou.

Oswaldo lembrou o aniversário de dez anos da Secretaria de Ciência e Tecnologia para (Secis) e do programa dos Centros Vocacionais Tecnológicos (CVTs). “Posso dizer que, em 2013, conseguimos soltar 13 editais que totalizaram aproximadamente R$ 180 milhões em programas ligados à C&T aplicados justamente nos municípios.”

Dos 13 editais, oito ainda estão abertos. Segundo a Secis, foram enviadas mais de mil propostas. O público do seminário na Câmara recebeu exemplares da publicação comemorativa pela primeira década dos CVTs, lançada em julho, na 65ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Recife.

Atualmente, o programa tem 255 centros abertos em todo o país. Segundo o secretário, o número deve aumentar ainda neste ano. “Tenho certeza que vamos ultrapassar a marca de 400 CVTs em funcionamento só com um edital que abrimos para a montagem de centros em agroecologia”, detalhou o secretário da Secis.

O edital n° 81/2013 é uma parceria do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI) com vários ministérios.

Entraves

Para o deputado federal Ariosto Holanda (Pros-CE), a extensão tecnológica é o caminho para resolver dois problemas sérios do país. “Temos o analfabetismo funcional, que é a falta de capacitação da pessoa para o trabalho que exige conhecimento, e o analfabetismo tecnológico das micro e pequenas empresas [MPEs].”

Contra o analfabetismo funcional, Ariosto aponta como ferramentas os CVTs, do MCTI, e o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), do Ministério da Educação (MEC). “Se cada um dos 420 institutos federais tivessem três CVTs, teríamos uma revolução em termos de extensão tecnológica”, garantiu o deputado.

Ariosto Holanda destacou dados do Instituto Econômica Aplicada (Ipea) sobre MPEs. “Somente 20% delas têm duas décadas de vida. Todo ano nascem 720 mil e morrem 650 mil. Estão nascendo e morrendo porque não sabem inovar. E por que elas não inovam? Porque estão distantes de quem tem o conhecimento”, completou.

Articulação

Segundo a diretora do Departamento de Ações Regionais para Inclusão Social da Secis (Deare), Sônia da Costa, que participou de um dos painéis do seminário, as cinco secretarias do MCTI discutem uma articulação das redes de extensão tecnológica, como a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e os CVTs, ligados à pasta, além dos institutos federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFEs) e dos institutos de inovação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

Sônia destacou que a Secis está com projetos piloto de CVTs em fase de implantação em áreas temáticas. “São diversas áreas que envolvem, por exemplo, centros em atividades na Amazônia, na indústria criativa do carnaval e em extrativismo”, contou a diretora.

Também participaram da abertura do seminário o ministro-chefe da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos, o secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Marco Antonio de Oliveira, o presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia e Informática da Câmara, deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), e o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais, Narcio Rodrigues.

FONTE: MCTI*

*Texto: Rodrigo PdGuerra – Ascom do MCTI

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