Fapes apoia projeto que incentiva estudos na região florística do Mestre Álvaro

O nosso Estado abrange a maior parte do Corredor Central da Mata Atlântica, uma área de extrema influencia biológica.

Com a finalidade de incentivar estudos voltados à conservação da flora e fauna do nosso Estado, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo (Fapes) apoia a execução do projeto de pesquisa “Flora do Espírito Santo: conhecendo a diversidade florística da APA Mestre Álvaro”. A APA Mestre Álvaro (APAMA) é uma Unidade de Conservação da região metropolitana de Vitória, que possui fragmentos de Floresta Ombrófila, em estágios avançados de regeneração, e o nosso Estado abrange a maior parte do Corredor Central da Mata Atlântica, uma área de extrema influencia biológica, que abriga importantes centros de endemismos de plantas, com a finalidade de incentivar os estudos voltados para essa região.
A APAMA faz parte do Corredor Ecológico Duas Bocas-Mestre Álvaro e o objetivo deste projeto foi conhecer a diversidade florística e a distribuição das espécies ocorrentes na APAMA, além de despertar em alunos do Ensino Médio a importância dos estudos da Flora do Espírito Santo e da manutenção de coleções biológicas.

Foram identificadas 372 espécies de Angiospermas na APAMA. Do total de espécies, 52% apresentaram alguma importância socioeconômica, sendo utilizadas como ornamentais, no reflorestamento, na extração de madeira, na alimentação e na medicina popular. A presença de 23 espécies citadas como ameaçadas de extinção, de acordo com a Lista de Flora Ameaçada do Espírito Santo e a Lista da Flora Ameaçada do Brasil, ressalta a importância da conservação da APAMA.

Sobre a importância da Fapes para a execução da pesquisa, a doutora em Botânica e também coordenadora do projeto, Valquíria Ferreira Dutra, declara: “O apoio da Fapes permitiu a modernização do Herbário VIES, através da compra de equipamentos essenciais para a coleção e de materiais de consumo necessários para as mudanças realizadas no acervo”, e conclui fazendo ênfase a participação dos bolsistas de ICJr, “O contato dos alunos com o dia-a-dia dos trabalhos realizados no laboratório chamou a atenção dos mesmos para o desenvolvimento científico, diminuindo a distância entre a ciência e a população. Além disso, os alunos aprenderam a importância de se conhecer a flora local e da sua preservação, não só para a conservação da flora e da fauna, mas também como recursos para a população”.

“Participar do projeto PIC Jr é uma experiência satisfatória na vida acadêmica de todos os universitários que tiveram esta oportunidade. Para nós que buscamos um dia ser pesquisadores, participar de um projeto de pesquisa por si só já é muito gratificante, o projeto nos proporcionou os recursos necessários para que juntamente com a equipe pudéssemos idealizar e construir um saber científico”, relata o monitor do projeto Diego Tavares Iglesias.

Resultados Positivos:

Sobre os pontos positivos do projeto, o monitor Diego destaca: “A participação dos estudantes da educação básica foi com certeza a parte mais interessante do projeto, mesmo ainda não conhecendo a metodologia científica eles se adaptaram muito bem, o envolvimento no assunto e contribuições no projeto foram bem maiores do que minhas expectativas. Foi curioso também ver a mudança de visão deles quanto à Universidade, antes pensavam que realizar um graduação seria algo muito distante de suas realidades, à medida que avançou o projeto e que participavam juntamente com a equipe do laboratório viram o quanto eram capazes, e já se demonstravam ansiosos para realizarem o vestibular e ingressarem na Universidade. Para mim, ver o quanto a ciência pode melhorar as expectativas de futuro de outras pessoas foi com certeza uma das experiências mais importantes na minha graduação”.

Com resultados científicos importantes e a descoberta de uma espécie nova, além de dois novos registros de ocorrência para o Espírito Santo, o que indica a necessidade e importância de trabalhos florístico-taxonômicos para o conhecimento da diversidade e da distribuição de espécies no estado, o projeto também proporcionou aos bolsistas a compreensão da importância das coleções biológicas, da metodologia usada na área da Botânica para coleta, herborização e identificação de plantas e o risco que apresenta a diversidade vegetal da Mata Atlântica e a necessidade de sua conservação.

FONTE: Ascom/FAPES

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