Saber para onde ir: o caminho para o avanço científico, tecnológico e de inovação do país

Fonte da Imagem: CNPq

Traçar um caminho e se organizar estrategicamente para alcançá-lo são as peças-chave para que o Brasil chegue a um nível de excelência nas universidades compatível com sua capacidade. Essa é a avaliação do presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Hernan Chaimovich, apresentada na mesa redondaAvaliação Institucional, Universidade de Excelência e Inovação Tecnológica”, que aconteceu na tarde da segunda-feira, 4, durante a 68ª Reunião Anual da SBPC, em Porto Seguro (BA).

Quando se fala de universidade, existe um espectro amplo de instituições de ensino superior, de uma universidade até algo como Harvard. Se não temos uma referência, vai ser difícil que esse espectro inteiro tenha algum sentido, iniciou Chaimovich, apresentando, em seguida, conceitos e premissas do que ele acredita ser uma universidade de pesquisa e como o país pode melhorar sua colocação mundial no âmbito da produção científica.

Segundo o Presidente, uma universidade de pesquisa tem um grau significativo de governança interna e uma tradição estabelecida, garantindo controle sobre os elementos centrais da vida acadêmica, tais como a admissão de estudantes, o currículo, os critérios para a concessão de títulos, a seleção de novos membros e a direção estratégica do trabalho acadêmico da instituição.

No cenário brasileiro, há muitos pontos para serem sanados ainda. Chaimovich explicou que  o Brasil é um país em que o depósito de patentes ainda é pequeno e liderado pela Universidades, com baixa participação de empresas brasileiras e sem tendência de aumento, uma produção científica concentrada em poucas universidades, um aumento na quantidade de publicações que não refletiu no aumento de sua relevância.

No entanto, há experiências que mostram que podemos ser bem-sucedidos, com os Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia que, na última seleção, teve entre os 100 melhores colocado grupos que cobrem o Brasil inteiro. Além disso, mostrou eficiência e iniciativa no caso recente do Zika vírus. “Não há nenhum país no mundo que tenha os cientistas na fronteira do conhecimento sobre a Zika, quanto no Brasil”, apontou Hernan.

Para melhorar o cenário do país, trona-se fundamental o investimento em ciência, tecnologia e inovação como política de Estado. Chaimovich lembrou que “pesquisa contribui para o crescimento econômico mediante inovação e transferência de conhecimento, prova disso é a relação direta entre a densidade de pesquisa e o índice de desenvolvimento humano (IDH)”.

Mas isso implica em estabelecer uma estratégia. “O País tem que saber pra onde vai, se não qualquer caminho tanto faz”, afirmou o Presidente. “É preciso ter uma política de Estado para CT&I e educação que saiba para onde quer ir e onde estaremos daqui 10 anos”, completou, apresentando a proposta de colocar, em 10 anos, 5 universidades brasileiras entre as 100 melhores do mundo.

“É uma proposta, uma direção que tem algumas premissas: sistemática de acompanhamento e avaliação de curto médio e longo prazo; estabelecer as condições que as universidades devem ter para participar de chamada ampla e aberta; e definir procedimento de seleção e  contrapartida”, explicou, Hernan.

Estiverem presentes, também, na mesa-redonda Luiz Roberto Liza Curi (CNE), Abilio Baeta Neves (CAPES),  e Luiz Davidovich (ABC).


FONTE: CNPq / Coordenação de Comunicação Social do CNPq

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