Unesp de Araraquara tem 37,7% das patentes registradas nas unidades

Instituto de Química (IQ) é responsável por 25,3% dos registros.
Estudo foi feito por professor da FCF, que reúne 10% das patentes.

Ao menos 37,7 % das patentes registradas em todas as unidades da Universidade Estadual Paulista (Unesp) são de Araraquara (SP). De todos os departamentos, o que mais se destaca é o Instituto de Química (IQ), responsável por 25,3% dos registros e a Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF), com 10%.

O levantamento, feito por um professor da FCF, apontou que a instituição possui o maior número de depósito e patentes, contabilizando 130, entre 1980 e 2012.

A universidade começou a se destacar nas décadas de 80 e 90, quando conseguiu 19 patentes, mas o maior número foi atingido entre 2000 e 2010, quando foram contabilizados 84 registros. Nos dois anos seguintes, foram mais 27 patentes conquistadas.

Unesp de Araraquara possui registro de 130 patentes (Foto: Marlon Tavoni/EPTV)
Unesp de Araraquara possui registro de 130 patentes entre anos de 1980 e 2012 (Foto: Marlon Tavoni/EPTV)

Segundo o professor Rondinelli Donizeti Herculano, responsável pelo estudo, um dos principais motivos da evolução são as características dos cursos oferecidos na cidade.

“São cursos que têm interface mais próxima com as empresas, então já que a região central tem bastante empresa na área de tecnologia e de alimentos esses cursos têm perfil para ficar mais próximos com as empresas e, consequentemente, tem mais patentes”, explicou.

Destaque: Uma das pesquisadoras e professoras do IQ que ajudaram o campus a se destacar foi Cecília Lalusse, que está na universidade desde 1965, quando terminou sua graduação. Em 50 anos de pesquisas, ela conseguiu seis patentes na área de química, sendo a última conseguida neste ano.

Com patentes que relatam a produção de álcool a partir do bagaço de cana-de-açúcar e um novo fermento de pão mais barato, a professora afirma que as pesquisas são fundamentais. “Tem que ter esse espírito de criar para avançar, para ajudar a economia do país, se não, não tem competitividade”, contou Cecília.

Pesquisadora conquistou seis patentes pela área de química (Foto: Marlon Tavoni/EPTV)
Pesquisadora conquistou seis patentes pela área de química (Foto: Marlon Tavoni/EPTV)

Patentear uma invenção é muito importante para os pesquisadores. O termo patente dá o título de propriedade pela descoberta do produto realizado para as pesquisas. Com esse registro, fica proibido que a invenção ou os resultados sejam plagiados por outros inventores.

Além disso, é uma forma da universidade mostrar o que está sendo produzido nos laboratórios. “É uma pesquisa que vai virar um produto, então vai sair da bancada com a possibilidade de virar um produto. A patente é o primeiro passo para que seja comercializado alguma coisa”, afirmou o professor.

Agora, o desafio é continuar com a evolução no número de patentes e fazer com que as descobertas sejam transformadas em produtos úteis para a população. “Esse é o caminho para ganhar conquistas como a olimpíada econômica em nível mundial”, concluiu a professora.


FONTE: Globo.com

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s