Nanotecnologia é usada para proteger profissionais da saúde de contaminação no trabalho

Nanotecnologia é usada para proteger profissionais da saúde de contaminação no trabalho

A fim de impedir a contaminação química e biológica dos profissionais de saúde, está em teste no Laboratório de Genética Molecular do Câncer, da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, um EPI (Equipamento de Proteção Individual) com acabamento nanotecnológico capaz de impedir a passagem de líquidos pelo tecido e inibir o crescimento de bactérias nas vestimentas.

A ação está dividida em três etapas e inclui testes de usabilidade e de análises microbiológicas, realizados com o apoio da Enfermaria de Moléstias Infecciosas (EMI) e do Laboratório de Patologia Clínica (LPC), do Hospital de Clínicas (HC) da Universidade. O projeto é da empresa EPI Saúde, uma incubada da Incamp (Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da Unicamp). A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da universidade.

“Graças à nanotecnologia empregada, o tecido desse EPI proporciona conforto igual ou superior àqueles utilizados na fabricação de roupas comuns, já usados em hospitais, como jalecos e uniformes de centros cirúrgicos”, explica a médica endocrinologista Laura Sterian Ward, responsável pelo Gemoca da Unicamp.

O traje está sendo testado para as bactérias que podem causar desde uma simples infecção, como espinhas e furúnculos, até doenças mais graves, como pneumonia, meningite, infecção urinária de difícil controle e septicemia. No entanto, Laura Ward explica que a maior inovação proposta pela EPI Saúde é o design de um traje específico para os profissionais de saúde. “Nosso foco é a usabilidade. A inovação não está na roupa em si, mas no fato de propor trajes de proteção adaptados às necessidades desses profissionais”, enfatiza.

“Temos no Brasil cerca de 1,4 milhão de profissionais envolvidos nas atividades de prestação de serviços de saúde à população, e praticamente nenhuma empresa que ofereça EPI com essa dupla funcionalidade. Temos um mercado praticamente inexplorado”, finaliza Laura.

Contaminação

Dados recentes de uma pesquisa realizada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) num hospital-escola do interior do Estado de São Paulo mostraram que 95,83% dos jalecos utilizados por 98 alunos e médicos-residentes apresentavam algum tipo de contaminação.


FONTE: Inovação – Unicamp

POR: Camila Delmondes e Juliana Ewers

CRÉDITO DA FOTO: Antonio Scarpinetti.

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