Novos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia reúnem 8,7 mil pesquisadores

Os 101 Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) selecionados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para o segundo ciclo do programa envolvem 8.738 pesquisadores de 410 laboratórios, localizados nas 27 unidades da federação. O programa INCTs consolida e forma redes de pesquisa com impacto em áreas estratégicas e na fronteira do conhecimento.

São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais têm o maior número de sedes dos INCTs selecionados, com 33, 19 e 10 projetos, respectivamente. O financiamento também está previsto para redes lideradas por laboratórios do Amazonas (2), Bahia (6), Distrito Federal (4), Goiás (1), Maranhão (1), Mato Grosso (1), Mato Grosso do Sul (1), Paraíba (1), Pernambuco (4), Piauí (1), Paraná (2), Rondônia (1), Rio Grande do Sul (9), Santa Catarina (4) e Sergipe (1).

A região Sudeste concentra 62 sedes de projetos, 192 laboratórios associados e 4.599 pesquisadores. São 15 INCTs liderados por instituições de estados do Sul, 14 do Nordeste, sete do Centro-Oeste e três do Norte.

A lista abrange áreas como agropecuária, biodiversidade, energia, nanotecnologia, problemas urbanos, questões ambientais e tecnologias da informação e comunicação. Somente em saúde há grupos dedicados a doenças cerebrais, genéticas, hormonais, negligenciadas e tropicais, câncer, dengue, diabetes, obesidade e tuberculose, além do desenvolvimento de vacinas, fármacos e medicamentos e de genômica comparativa, medicina regenerativa, pesquisa com células-tronco, psiquiatria e resistência a antimicrobianos.

Os programas serão financiados com recursos do CNPq, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC), de fundações estaduais de amparo à pesquisa (FAPs) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Outras entidades, públicas ou privadas, ainda podem compor o grupo financiador, ao apoiar propostas recomendadas por mérito científico, mas não contempladas entre os 101 projetos iniciais. Esses candidatos têm opção de solicitar um “selo INCT”, que os credencia a receber aportes.

Criado em 2008, o programa reúne especialistas de diversas áreas do conhecimento para o desenvolvimento de pesquisas científicas e tecnológicas em busca de soluções para grandes problemas nacionais. O primeiro ciclo da iniciativa apoiou 126 INCTs. A última chamada recebeu 345 propostas.

Na avaliação do presidente do CNPq, Mario Neto Borges, o Programa INCTs é o mais importante de fomento à ciência. “Ele envolve os pesquisadores mais qualificados do Brasil e é um programa em rede. No mínimo, três estados têm que participar de cada projeto apoiado.” Borges assumiu a presidência da agência de fomento em 20 de outubro.

Clique aqui para ler a entrevista do gestor.


Fonte: Agência Gestão CT&I, com informações do MCTIC

 

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