Para diretor do MCTIC, Brasil precisa recuperar capacidade de investimento e transformar ciência em negócio

Segundo Jorge Campagnolo, é fundamental promover a interação das universidades e institutos de ciência e tecnologia com as empresas, para estimular o empreendedorismo de base tecnológica


O Brasil não vai conseguir manter a competitividade no setor de mineração sem inovação contínua, alertou nesta terça-feira (29) o diretor de Políticas e Programas de Apoio à Inovação do MCTIC, Jorge Campagnolo, acrescentando que o País perdeu posições nos rankings globais de inovação (69º lugar) e competitividade (81º lugar). Na abertura do 3º Seminário sobre Inovação em Geologia, Mineração e Transformação Mineral (Inovamin), Campagnolo afirmou que o grande desafio é recuperar a capacidade de investimento do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Ele lembrou que a atual gestão do MCTIC conseguiu recuperar R$ 1,5 bilhão em recursos do fundo para projetos já contratados em ciência, tecnologia e inovação.

Outro problema, segundo Campagnolo, é transformar produção de conhecimento em negócio. De acordo com indicadores apresentados, o Brasil forma 17 mil doutores e mais de 42 mil mestres por ano, ocupando a 13ª posição em geração de conhecimento no mundo. Para ele, é fundamental promover a interação das universidades e institutos de ciência e tecnologia com as empresas, para estimular o empreendedorismo de base tecnológica. Nesse sentido, ele detalhou as iniciativas do MCTIC que contribuem para transformar ciência e tecnologia em negócio como o Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec), o Programa Nacional de Apoio às Incubadoras de Empresas e Parques Tecnológicos (PNI) e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).

O diretor do MCTIC também destacou o Inova Mineral, uma parceria da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com investimento previsto de R$ 1,18 bilhão. Outro instrumento importante de apoio, segundo ele, é Lei do Bem, que oferece incentivo por meio de renúncia fiscal.

Para o diretor de Tecnologia e Transformação Mineral do Ministério das Minas e Energia, José Luiz Amarante, o investimento em tecnologia é fundamental para resolver o problema da redução das reservas naturais de minérios. “A exaustão dos recursos é um diferencial do setor de mineração em relação a outros”. Para Amarante, a inovação também é importante para garantir a sustentabilidade na atividade mineral, que ganhou visibilidade principalmente em razão do rompimento da barragem de Mariana (MG).

O coordenador de Geologia e Mineração do Instituto Brasileiro de Mineração, Edmilson Costa, disse que o Brasil precisa se posicionar como um grande player global no setor mineral. “Temos de garantir que as exportações de produtos de base mineral do País tenham alto valor agregado. O processo não pode ficar restrito à extração”, apontou.


Fonte: Jornal da Ciência / MCTIC.

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