Governo articula criação de rede nacional de pesquisadores em biotecnologia marinha

O Ministério da Ciência Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) tem articulado a criação da Rede Nacional de Pesquisa em Biotecnologia Marinha (Biotecmar). Um documento que estabelece objetivos, atividades e áreas de atuação da rede já foi elaborado e apresentado à comunidade científica.

A meta da Biotecmar é desenvolver pesquisas inovadoras sobre o ambiente marinho e colocar o Brasil mais próximo da liderança internacional em tecnologia e bioeconomia marinha nos próximos dez anos. Para o coordenador-geral de Oceanos, Antártica e Geociências do MCTIC, Andrei Polejack, a estimativa é que a rede seja formalizada e institucionalizada em 2017. No ano seguinte, ela deve buscar um mecanismo de apoio para sua manutenção.

“A nossa ideia é fazer com que a rede avance, orientada para um objetivo nacional e voltada para a indústria. É fazer algo bem estruturado, que abranja desde a pessoa que coleta a alga até quem desenvolve o cosmético”, explicou.

O documento de criação da rede destaca que a vasta área marinha do Brasil, de cerca de 4,5 milhões de metros quadrados, é fonte potencial para a descoberta de novas moléculas e produtos biotecnológicos de grande valor para a economia. A possibilidade de atuação compreende diferentes áreas como fármacos e bioativos, cosméticos, aquicultura e pesca, energias renováveis e alimentos.

O núcleo inicial da Biotecmar será formado por quatro redes de pesquisa regionais que já existem, selecionadas por meio de edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Essas redes são coordenadas por pesquisadores das universidades federais de Pernambuco (UFPE), do Rio de Janeiro (UFRJ), do Rio Grande (Furg) e do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Além desses grupos já em atuação, a Biotecmar vai reunir grupos de pesquisa em biotecnologia marinha de todas as regiões do Brasil. As atividades serão desenvolvidas em laboratórios estratégicos temáticos. Como ações imediatas, a Rede Biotecmar deverá mapear as competências e infraestrutura instalada de laboratórios e de equipamentos; definir a estrutura administrativa e de gestão da rede; identificar as demandas dos usuários nos setores público e privado e desenvolver parcerias público-privadas (PPPs) e com grupos no exterior.


Fonte: Agência Gestão CT&I / ABIPTI, com informações do MCTIC

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