Edital de Internet das Coisas recebe projetos que somam R$ 360 milhões

Chamada pública foi lançada pelo BNDES em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) para o desenvolvimento de soluções de IoT.

BNDES_recebe_projetos_de_IoT_para_ampliar_agricultura_de_precisaoFonte: MCTIC

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) recebeu 54 projetos de soluções de Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês) no edital lançado com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Foram 23 projetos para cidades, 17 para saúde e outros 14 para soluções no campo. O valor total dos projetos chegou a R$ 360 milhões. Desse total, o BNDES vai disponibilizar até R$ 30 milhões para os pilotos selecionados, de forma não reembolsável.

O apoio do BNDES a projetos de IoT é uma das medidas de impacto recomendadas pelo estudo “Internet das Coisas: um plano de ação para o Brasil”, realizado em parceria com o MCTIC. O mesmo documento serviu de base para a construção do Plano Nacional de IoT.

Para alavancar os investimentos, os projetos tiveram que apresentar contrapartidas – sendo que o BNDES apoiará até 50% do custo de cada projeto, com valor mínimo de R$ 1 milhão. As iniciativas de IoT deverão ser testadas em plataformas de experimentação ou em ambientes reais. Para poder acessar os recursos da chamada pública, os consórcios devem envolver instituições de ciência e tecnologia (ICTs), empresas fornecedoras de tecnologia e usuários.

“Precisamos que o projeto seja sustentável e replicável, focando na necessidade que o usuário demandante daquela tecnologia tem. Com isso, juntamos o desenvolvedor, que é a ICT, a indústria fabricante e o comprador daquela tecnologia. Então, desde a origem, você sabe qual é a demanda real. Quando você bota todo mundo junto, você cria um ambiente para desenvolver. E isso está previsto no Plano Nacional de IoT”, destacou o secretário de Políticas Digitais do MCTIC, Thiago Camargo.

A previsão é que o resultado dos projetos selecionados seja divulgado até o final de outubro. A seleção será feita por técnicos do BNDES e do MCTIC. O início do aporte para os desenvolvedores está agendado para o início de 2019. O prazo para a execução das propostas é de 24 meses.

Perfil

Em cidades, os projetos apresentados somaram R$ 153 milhões em investimentos, envolvendo 22 prefeituras, concessionárias ou campi de universidades que se candidataram a receber os projetos de IoT. Também estão inseridas 23 ICTs e cerca de 40 empresas fornecedoras. As soluções envolvem pilotos em segurança pública; água e saneamento; mobilidade urbana; e redes de iluminação pública com tecnologias de Internet das Coisas.

As propostas em segurança pública envolvem soluções de vídeomonitoramento e análise avançada de dados – com potencial de redução de 20% dos indicadores de criminalidade. Em mobilidade urbana, semáforos inteligentes, com câmeras que permitem a temporização desses equipamentos, podem diminuir em 15% o tempo de deslocamento de veículos. Já a adoção de iluminação pública integrada com IoT tem potencial pode baixar os custos em até 50%, além de habilitar serviços como redes Wi-Fi públicas e até lixeiras com sensores de capacidade.

Para a área da saúde, os projetos apresentados totalizam R$ 104 milhões. Os pilotos priorizam o monitoramento de pacientes, que podem tem aplicação na pediatria, doenças crônicas, infecções hospitalares, hábitos de saúde e estilo de vida. Já o monitoramento de ativos está voltado para higienização, e gestão de estoques e equipamentos hospitalares. Há ainda iniciativas dedicadas ao diagnóstico descentralizado, aplicados a doenças negligenciadas, por exemplo.

Para soluções de IoT voltadas ao agronegócio, o volume de investimentos alcançou R$ 107 milhões. As propostas abrangem as mais diversas cadeias produtivas do Brasil e têm como objetivo testar tecnologias de automação e digitalização das operações agrícolas, o que amplia o uso da agricultura de precisão.

Dentre os exemplos de aplicações, estão plataformas de gestão em tempo real de máquinas agrícolas por meio de algoritmos de inteligência artificial para a geração de indicadores de desempenho e manutenção preventiva; modelos dinâmicos de alta precisão para previsão do tempo; monitoramento de plantações via drones; armadilhas eletrônicas para controle de pragas; acompanhamento do comportamento de animais e definição do ponto ótimo de abate por meio de sensores, balanças e câmeras inteligentes.

Indústria

O BNDES também vai disponibilizar R$ 5 milhões adicionais para projetos que envolvam o desenvolvimento de soluções para a indústria nacional. A ideia, segundo o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação Digital do MCTIC, José Gontijo, é fortalecer a manufatura avançada no país.

“Esse era um setor que se pensava em disponibilizar recursos em um segundo momento, mas é importante também apoiar o desenvolvimento da indústria 4.0 para que o Brasil possa prospectar um caminho para se tornar referência nesse setor em nível mundial”, ressaltou José Gontijo.

Sinergia

Além da parceria com o BNDES, o MCTIC articulou com a Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep) o lançamento de uma linha de crédito de R$ 1,5 bilhão para IoT, com recursos da própria Finep e do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Comunicações (Funttel). Segundo Gontijo, as empresas podem acessar esses recursos para garantir suas contrapartidas no edital do BNDES.

“Essas duas ações não estão diretamente ligadas, mas atuam em sinergia. As empresas podem usar a linha de crédito da Finep como garantia do aporte do projeto submetido ao edital do BNDES. Isso mostra o esforço que temos feito em prol do desenvolvimento desse setor no país.”

Fonte: MCTIC

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Divulgado o resultado da distribuição de bolsas do Edital PIBITI 2018

O Instituto de Inovação Tecnológica (INIT) da Ufes informa que está disponível o resultado da distribuição de bolsas referente ao Edital 2018 do Programa Institucional de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFES (PIBITI).

Ao todo, o Programa recebeu 07 (sete) bolsas, sendo 04 (quatro) do CNPQ e 03 (três) da FAPES.

O INIT comunica que entrará em contato com cada proponente a ser contemplado, de acordo com as datas de cada agência de fomento.

Clique aqui para acessar o RESULTADO DE DISTRIBUIÇÃO DE BOLSAS do Edital PIBITI 2018

O PIBITI da Ufes é um programa que visa estimular estudantes do ensino superior ao desenvolvimento e transferência de novas tecnologias e inovação. Este programa tem como objetivos gerais contribuir para a formação e inserção de estudantes em  atividades de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação; contribuir para a formação de recursos humanos que se dedicarão ao fortalecimento da capacidade inovadora das empresas no País; e contribuir para a formação do cidadão pleno, com condições de participar de forma criativa e empreendedora na sua comunidade.

Presidente do INPI é homenageado em congresso de Direito Internacional

Foto: INPI

O presidente do INPI, Luiz Otávio Pimentel, foi homenageado na abertura do 15º Congresso Brasileiro de Direito Internacional, no dia 30 de agosto, em Florianópolis. Organizado pela Academia Brasileira de Direito Internacional (ABDI), o evento termina no dia 2 de setembro.

Além de exercer a Presidência do Instituto, Pimentel é professor de Direito da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Academia de Propriedade Intelectual, Inovação e Desenvolvimento do INPI. Entre seus focos de pesquisa, na Pós-Graduação em Direito da UFSC, estão Propriedade Intelectual e Relações Internacionais.

Como parte de sua experiência em Direito Internacional, Pimentel também é árbitro do Tribunal Arbitral do Mercosul, indicado pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

O congresso contou ainda com uma conferência de Francisco Rezek, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, sobre o tema “O Direito Internacional e a Ordem Jurídica Brasileira”.

Na abertura, o evento teve também as participações de Sérgio Eduardo Moreira Lima, presidente da Fundação Alexandre de Gusmão; Antônio Celso Pereira, presidente da Sociedade Brasileira de Direito Internacional; e Wagner Menezes, presidente da ABDI.


Fonte: INPI

MCTIC realiza primeira transmissão de tecnologia 5G no Brasil

Transmissão foi feita por videoconferência entre Gilberto Kassab e secretários do MCTIC - Foto: Ricardo Fonseca
Transmissão foi feita por videoconferência entre Gilberto Kassab e secretários do MCTIC – Foto: Ricardo Fonseca

O governo federal realizou nesta quinta-feira (31) a primeira transmissão de tecnologia 5G desenvolvida no Brasil, com o objetivo de levar o acesso à internet a áreas remotas e de baixa densidade populacional. A previsão com a rede 5G é aumentar o raio de cobertura, que atualmente é de 5 a 10 quilômetros, para 50 quilômetros, com banda larga de qualidade.

A demonstração da tecnologia 5G, desenvolvida pelo Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), foi feita por meio de videoconferência, a partir de uma unidade móvel de acesso à internet instalada no Bloco E do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) para o Bloco R, ponto da Estação Rádio Base (ERB).

Para isso, o Inatel desenvolveu um transceptor MIMO-GFDM Flexível, resultado de cerca de três anos de pesquisas, envolvendo mais de 30 pesquisadores do Centro de Referência em Radiocomunicações (CRR) do Inatel, criado com o apoio do MCTIC e da Financiadora de Estuso e Projetos (Finep) e mantido com recursos do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel), que investiu cerca de R$ 20 milhões no projeto.

O MIMO-GFDM consegue transmitir mais dados sem causar interferência em outros usuários, tendo múltiplos serviços dentro da mesma banda e uma diversidade de aplicações que hoje não é possível com o 4G. O Inatel deverá continuar a fazer testes com a nova tecnologia e, em seguida, transferir a produção dos equipamentos para a indústria. A previsão é que a tecnologia chegue ao mercado até 2022.

Segundo o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, com a nova tecnologia, o Brasil deixa pouco a desejar a qualquer país do mundo na área de comunicação. “O 5G democratiza e amplia o acesso à internet. Além disso, nos dá oportunidade de expandir a agricultura de precisão e de melhorar a qualidade dos serviços públicos, principalmente de saúde e de educação.”

O secretário de Telecomunicações substituto do MCTIC, Átila Souto, reforçou que a maior importância da nova tecnologia é o grande volume de dados que pode ser transmitido a grandes distâncias e para áreas remotas do país. Além disso, ela garante ao Brasil um assento em foros internacionais que discutem um padrão para o 5G.


Fonte: Agência ABIPTI, com informações do MCTIC

INPI discute propriedade intelectual em acordo Brasil-México

Foto: INPI

Nos dias 29, 30 e 31 de agosto de 2017, foi realizada a VII Rodada de Negociação Brasil-México para Ampliação e Aperfeiçoamento do Acordo de Complementação Econômica nº 53 (ACE-53), na Cidade do México.

O capítulo de propriedade intelectual (PI) do referido acordo, que trata de temas como marcas, indicações geográficas, direito de autor e observância (enforcement), avançou na elaboração de um texto consensual, de forma a garantir benefícios para as partes, melhorando o ambiente de negócios e aumentando a inserção dos países no cenário internacional.

A delegação brasileira para assuntos de PI foi composta por Iloana Rocha, chefe da Divisão de Relações Bilaterais do INPI; Daniel Pinto, chefe da Divisão de Propriedade Intelectual (DIPI) do Ministério das Relações Exteriores (MRE), e Rodolfo Milhomem de Sousa, assessor da Diretoria de Propriedade Intelectual do Ministério da Cultura (MinC).


Fonte: INPI

INPI e JPO discutem próximos passos em acordo de cooperação

Especialistas discutem cooperação entre escritórios de PI
Especialistas discutem cooperação entre escritórios de PI

Trocar experiências e detalhar ações a partir do acordo de cooperação recém-renovado entre o INPI e o Escritório Japonês de Patentes (JPO, na sigla em inglês) foi o objetivo da reunião realizada entre as duas instituições no dia 31 de agosto, no Rio de Janeiro. Foram tratados assuntos como participação em estágios no Japão, combate ao backlog e melhorias operacionais.

Participaram da reunião, pelo INPI, o diretor de Patentes, Júlio César Moreira, os examinadores de patentes Diego Musskopf e Irene von der Weid, além do coordenador de Relações Internacionais, Leopoldo Coutinho, e da analista Renata Ribas.

Pelo JPO, esteve presente Kunihiro Mizuno, especialista da Divisão de Cooperação Internacional, além de Naoto Kagoshima, cônsul do Japão no Rio de JaneiroMasaki Okamoto e Lucia Matsumoto, respectivamente diretor e assessora do Departamento de Propriedade Intelectual da Agência de Comércio Exterior do Japão em São Paulo (Jetro, na sigla em inglês).


Fonte: INPI

Futuro iPhone pode ter tela com leitor de digitais que usa imagem acústica

Não há dúvidas de que a Apple está pensando em formas de incluir novas tecnologias às telas de seus aparelhos. Em fevereiro deste ano, por exemplo, a empresa registrou uma patente para um leitor de digitais que funciona na tela inteira, e agora é a vez de termos acesso a um novo registro da Maçã.

De acordo com o documento, iPhones lançados futuramente podem trazer um leitor de digitais sob a tela, e este usaria um sistema de imagem acústica para fazer a leitura da sua digital. A patentemenciona que esse novo sensor não precisaria entrar em contato direto com o dedo do usuário; ele contaria com um grupo de transdutores acústicos capazes de enviar sinais piezoelétricos para o topo, e essas ondas seriam usadas no leitor de digitais.

Caso esteja curioso para ter uma ideia de como esse sistema vai funcionar, é possível observar algumas imagens retiradas diretamente do documento da patente na galeria que está na sequência:

Não é tão fácil

Entretanto, desenvolver algo do gênero pode trazer algumas dificuldades e limitações, já que esses componentes piezoelétricos operam em altas voltagens e estão sujeitos a grandes picos de correntes. Para resolver essa questão, a Maçã planeja recorrer a um sistema de controles integrados para os transdutores que podem operar de forma independente tanto no modo sensitivo quanto no drive.

Vale mencionar que a simples menção dessa patente não confirma que um suposto iPhone 9 pode chegar às lojas com esse recurso; é apenas uma ideia que pode ou não ser utilizada algum dia.


Fonte(s): TECMUNDO e PHONE ARENA/VICTOR H. | Imagen(s): APPLE INSIDER