BNDES lança linha de financiamento de R$ 20 bilhões para pequenos negócios

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou nesta quarta-feira (23) a linha BNDES Giro, com a promessa de oferecer R$ 20 bilhões em crédito até agosto de 2018 para pequenos e médios empreendimentos. O objetivo é atender à necessidade de financiamento dos pequenos negócios, já que mais de 80% das micro e pequenas empresas (MPEs) não têm acesso a crédito.

O BNDES Giro prevê aprovação de cadastro em três segundos para as empresas com dados previamente aprovados na instituição financeira repassadora do financiamento. A ideia é que toda a operação seja feita de forma digital e o crédito esteja disponível em 24 horas.

“Para o BNDES, pequenos são aqueles que faturam até R$ 90 milhões e, para nós, que seguimos a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, o teto é de R$ 3,6 milhões ao ano. Dinheiro para empresários desse porte significa geração de emprego e renda para o país. Estamos juntos por esse objetivo”, afirmou o presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Guilherme Afif Domingos, presente no evento.

Nas instituições conveniadas, o empreendedor poderá recorrer ao Fundo de Aval da Micro e Pequena Empresa (Fampe), oferecido pelo Sebrae, que oferece garantias complementares e hoje dispõe de mais de R$ 800 milhões em recursos, que podem garantir até R$ 13 bilhões em financiamentos. “Começamos esse fundo com R$ 25 milhões, em 1995, para perdê-los. E ocorreu o contrário: o Sebrae nunca mais pôs dinheiro ali. Isso mostra que o pequeno é pontual, desde que o crédito seja bem orientado e bem distribuído”, exemplificou Afif.

Na nova linha, o custo financeiro para os pequenos negócios será o da TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) mais os juros estabelecidos pelo banco contratante, sendo o spread do BNDES de 1,5% ao ano. O prazo é de até 60 meses para pagamento, com 24 meses de carência e limite de R$ 70 milhões contratados por beneficiário ao ano. “É uma iniciativa que mostra que o governo está se adaptando e modernizando para dar uma resposta ao setor produtivo”, resumiu o presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro.

Também estave presente no evento o presidente da República, Michel Temer, que confirmou que a facilitação de crédito aos empreendedores tem como objetivo central o combate ao desemprego. Dados sobre emprego no Brasil indicam que mais da metade (54%) das vagas formais de trabalho são ofertadas pelos pequenos negócios. “O BNDES Giro dá uma injeção de vitalidade nas micro, pequenas e médias empresas”, ressaltou.


Fonte: Agência ABIPTI, com informações da Agência Sebrae de Notícias

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Prédio histórico terá centro de economia criativa para startups e empreendedores

Um decreto assinado recentemente pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, autoriza a cessão do Palácio dos Campos Elíseos, na zona central da capital paulista, ao Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). No local, a entidade pretende instalar o Centro Nacional de Referência e Empreendedorismo, que irá beneficiar aproximadamente 20 mil empreendedores e potenciais empresários por ano.

Construído no século 19, o prédio chama atenção pela arquitetura. Ele foi restaurado e agora será um polo de encontro entre investidores e empreendedores da nova economia criativa. O subsolo abrigará salas para startups e será ocupada por empreendedores que pensarão ações voltadas às empresas em fase inicial e inovações no mercado.

“O que precisamos hoje é de parceria. Precisamos colocar muito jovem aqui. Até porque hoje quando o jovem quer um emprego ele cria um. E esse é o conceito deste centro: de criação de tecnologia, de desenvolvimento, de inovação do emprego, do auto-emprego e da multiplicação dos empregos”, afirmou o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos.

Segundo o governador de São Paulo, essa é a 12ª parceria firmada entre o estado e o Sebrae. “Hoje nós estamos entregando o prédio totalmente restaurado e por decreto também estamos transferindo o local para que possamos ter um Centro Nacional de Empreendedorismo de Inovação e Tecnologia com startups, capacitações, coworking e também museu. Um grande ganho para São Paulo, o Palácio restaurado e com o conteúdo voltado aos jovens e à inovação”, destacou Geraldo Alckmin.


Fonte: Agência ABIPTI, com informações da Agência Sebrae

Edital de Inovação da Indústria oferece R$ 53,6 milhões a empresas e startups

Imagem: Agência ABIPTI

Projetos inovadores com aplicações industriais terão incentivo de mais de R$ 53,6 milhões neste ano para serem desenvolvidos e chegarem ao mercado, com o lançamento do novo Edital de Inovação da Indústria (Senai/Sesi/Sebrae). As inscrições já estão abertas para empresas de todos os portes e startups interessadas em financiar ideias de produtos e processos inovadores. A depender da categoria em que está inscrito, a submissão das propostas pode ir até 23 de agosto ou até 6 de novembro.

Toda e qualquer empresa do setor industrial e startups de base tecnológica podem inscrever propostas nas seguintes categorias: Inovação Tecnológica para Grandes e Médias Empresas; Inovação Tecnológica para Micro e Pequenas Empresas Industriais e Startups; Empreendedorismo Industrial; Inovação em Saúde e Segurança do Trabalho; Inovação Setorial em Segurança e Saúde no Trabalho; e Empreendedorismo Industrial em Segurança e Saúde do Trabalho e Promoção da Saúde.

O edital conta com investimento de R$ 30 milhões do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), R$ 20 milhões do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e R$ 3,6 milhões do Serviço Social da Indústria (Sesi). Neste ano, a meta é financiar 285 projetos com custo individual de R$ 75 mil a R$ 400 mil. Eles serão selecionados em três ciclos com base em critérios como potencial de inovação e de comercialização do produto ou do processo.

Criado em 2004, o Edital Senai Sesi de Inovação mudou de nome este ano com a parceria do Sebrae, o que vai permitir atender uma fatia ainda maior das demandas da indústria por ideias inovadoras. A expectativa é beneficiar, já em 2017, projetos de inovação oriundos de 150 a 200 pequenos negócios.

Desde a primeira edição, o Edital de Inovação já mobilizou R$ 380 milhões em aproximadamente 700 projetos inovadores de 600 empresas. Entre os selecionados, 76% foram apresentados por pequenas empresas e startups de base tecnológica.

Para mais informações, acesse www.editaldeinovacao.com.br.


Fonte: Agência ABIPTI, com informações da Agência Sebrae de Notícias

Serviço gratuito que apoia empreendedores tem mais de 100 mil cadastrados e 1,4 milhão de acessos

SBRT oferece informações tecnológicas para melhorar a qualidade dos produtos e estimular novos negócios - Foto: Portal Brasil
SBRT oferece informações tecnológicas para melhorar a qualidade dos produtos e estimular novos negócios – Foto: Portal Brasil

Com uma década e meia de vida, o Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas (SBRT) se consolidou como uma importante ferramenta para o empreendedor. A iniciativa, que conta com 100 mil clientes cadastrados, tem a missão de auxiliar na melhoria dos produtos, no incentivo de novos negócios e ideias, na disseminação do conhecimento  e na simplificação ao acesso de informações tecnológicas.

Na avaliação do diretor de Políticas e Programas de Apoio à Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Jorge Campagnolo, o SBRT é uma das políticas mais efetivas do Brasil no setor de transferência de conhecimentos tecnológicos para empresários.  “O serviço é de suma importância para o empreendedorismo do país. Precisávamos de um projeto que ajudasse os empreendedores e trouxesse inovações na área de tecnologia”, disse.

Desde que foi criado, há 15 anos, a ferramenta soma mais de 1,4 milhão de acessos aos 21 mil conteúdos acessíveis. O SBRT foi projetado pelo MCTIC e tem colaboração Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e tem o suporte do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict/MCTI).

A ferramenta ainda conta com instituições científicas e tecnológicas (ICTs) do, que cedem dados para impulsionar o empreendedorismo:Universidade de Brasília (UnB), Agência da Universidade de São Paulo (USP) de Inovação, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai – RS e AM), Instituto de Tecnologia do Paraná, Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais, Instituto Evaldo Lodi da Bahia, Rede de Tecnologia e Inovação do Rio de Janeiro e Universidade do Estado de São Paulo (Unesp).

No ano passado, o microempresário Luciney Timóteo, que tem negócios no ramo dos Cosméticos em Belo Horizonte (MG), usou os serviços do SBRT para sua companhia, iniciada em 2002. Após seguir as diretrizes aconselhadas pela iniciativa, a produção ficou mais eficaz e ordenada “O novo projeto arquitetônico da empresa está dentro das especificações da Anvisa, abrangendo desde as construções prediais até os maquinários utilizados na produção, graças às informações do serviço”, explicou.

Quem também utilizou o SBRT foi a empresária Maíra Welerson, que comanda uma companhia do setor alimentício, em Curitiba (PR). “Há muitos anos, conheci o SBRT por meio do Sebrae, quando fui tirar dúvidas sobre a nova empresa que desejava abrir – uma fábrica de frutas e raízes desidratadas. Desde então, o SBRT me auxilia na formulação dos primeiros produtos, na melhoria dos mesmos e na criação de várias outras ideias que vão surgindo”, revelou.

Maíra utilizou pela última o SBRT em agosto de 2016 para ter mais conhecimento na produção de batata doce chips e palha. “No caso específico da batata chips, eu já tinha lançado no mercado, mas estava aquém da qualidade desejada. As informações obtidas pelo SBRT permitiram que meu produto se tornasse uma referência na região. A batata que produzo é crocante e saborosa”, explicou.

De acordo com o diretor do MCTIC Jorge Campagnolo, o principal obstáculo a ser superado é a ampliação do acesso ao serviço. “Temos que aumentar a capilaridade do SBRT. Quem precisa do sistema é a grande massa empreendedora do país. Para isso, é importante aumentar as parcerias”, concluiu.

Histórico

No início do SBRT,  Campagnolo revelou que o desafio central era agrupar diversas entidades, com expertises distintas, e criar um método que pudesse responder às solicitações.”Conseguimos fazer com que as informações que antes estavam trancadas nas universidades e nos centros de pesquisa chegassem ao micro e pequeno empresário. Padronizar as respostas foi desafiador, mas hoje colhemos os resultados”, revelou.


Fonte: Agência ABIPTI, com informações do MCTIC

OMPI e INPI realizam curso de marcas para escritórios de PI da África

Representantes de países lusófonos concluem o curso
Representantes de países lusófonos concluem o curso

Foi realizado, de 13  a 17 de fevereiro, na sede do INPI no Rio de Janeiro, o curso “Formação regional sobre exame de marcas para examinadores de países africanos de língua oficial portuguesa”, promovido pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), em parceria com o Instituto. No encerramento do curso, o diretor de Marcas, André Balloussier, entregou os certificados para os participantes, no evento PI em Questão, que teve como tema “As estratégias de gestão de marcas segundo as pequenas empresas“.

A capacitação durou uma semana e tratou do funcionamento de um escritório nacional de PI e o papel do examinador no processo de exame de marcas, além de apresentar o sistema de marcas no Brasil e os critérios de registrabilidade. Também houve visita às áreas técnicas do INPI e a participação de empresas brasileiras com casos práticos.

Na abertura do curso, estiveram presentes o presidente do INPI, Luiz Otávio Pimentel, e André Balloussier, além de Liliana Mendes, do escritório da OMPI no Brasil. Eles deram as boas-vindas aos examinadores dos escritórios de propriedade industrial de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

Participaram do evento: Dikson Saraiva, Leandro Manuel e Joyce Simão, por Angola; Sonia Duarte e Natalino Andrade, por Cabo Verde; Carlos Mendes e Inácio da Silva, por Guiné-Bissau; Florinda Correira, Virla Barros e Vitória Guambe, por Moçambique; e Domingos Trindade e Máurean Barroso, por São Tomé e Príncipe.


Fonte: INPI

Gestores querem política para estimular empreendedorismo tecnológico

Representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) defenderam nesta quinta-feira (9) a criação de um programa nacional de apoio ao empreendedorismo de base tecnológica. A ideia, apresentada no workshop promovido pela Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Setec/MCTIC), é articular uma série de iniciativas, hoje isoladas, no âmbito do governo federal.

“Quando nós temos a oportunidade de articulação, evitamos, em primeiro lugar, a superposição de esforços. Isso é muito importante, porque implica também em melhor eficiência na utilização dos recursos públicos. Ao integrar diversos esforços em um mesmo projeto de governo, somamos orçamento e trabalho, para estabelecer uma política efetiva de Estado”, disse o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab.

De acordo com Kassab, todo o governo federal está convencido de que a saída de uma crise econômica requer investimento em pesquisa e inovação e aposta no empreendedorismo. “O atual mandato tem menos de dois anos pela frente. É evidente que nós temos que saber priorizar, planejar e deixar um legado”, comentou. “O objetivo é apresentar respostas rápidas de uma maneira bastante expressiva”, ressaltou.

Na visão do secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTIC, Alvaro Prata, um programa de apoio ao empreendedorismo tecnológico deve ser construído em parceria com o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) – “de onde veio a ideia original para que o MCTIC se movimentasse”. “Precisamos estar abertos a novas ideias e, sobretudo, para a realidade de que o Brasil tem que melhorar no aspecto de desenvolvimento tecnológico e inovação, com mudanças profundas, estruturais”, apontou.

Prata avalia que o Brasil precisa dar mais ênfase à formação de seus empreendedores. “Temos que encontrar e estimular pessoas que gerem negócios rentáveis a partir de ideias inovadoras e, com isso, estabelecer uma cultura diferente da que está aí, ao nos apoiar no desenvolvimento tecnológico para mudar e revolucionar a realidade em que vivemos.”

Segundo o diretor de Inovação da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Márcio Girão, a entidade estuda maneiras de ajudar jovens empreendedores a enfrentar o “vale da morte”, período inicial de dificuldades ao qual boa parte dos negócios não resiste. “A gente financia desde grandes projetos, de R$ 300 milhões, a pequenas empresas, que já faturam um certo valor. Mas agora queremos atacar também aquele segmento que está começando”, informou.

Já o presidente do Confap, Sergio Gargioni, destacou a importância dos investimentos em tecnologia para a retomada do crescimento econômico. “A gente fala muito da economia, que ela não reage. Mas temos aí um potencial enorme, que é o conhecimento. O mundo todo está nessa direção. Se você olhar onde estão os investimentos, estão na tecnologia.”


Fonte: Agência ABIPTI, com informações do MCTIC

 

BNDES muda políticas operacionais para facilitar acesso aos pequenos negócios

A partir da próxima segunda-feira (30) o Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES) fará uma série de mudanças em suas políticas operacionais. A instituição está, desde dezembro, estruturando medidas com o objetivo de se tornar mais acessível às micro e pequenas empresas (MPEs).

Uma das alterações mais importantes diz respeito à adoção do critério de classificação dos pequenos negócios de acordo com a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa – isto é, faturamento de até R$ 360 mil por ano para as micro e de até R$ 3,6 milhões para as pequenas empresas. No momento, a instituição considera pequenas empresas aquelas que faturam anualmente até R$ 16 milhões.

Outras medidas anunciadas pelo banco incluem a redução de 30 para dois dias no prazo de análise e concessão de crédito e a ampliação de R$ 1 milhão para R$ 2 milhões no limite do Cartão BNDES, usado para financiar máquinas e equipamentos. As instituições financeiras têm prazo de 90 dias para se adaptarem.

A tendência é que esses novos parâmetros gerem um efeito positivo no volume de crédito ofertado pelo sistema bancário, o qual, efetivamente, opera as linhas de crédito oferecidas pelo BNDES. A simplificação do portfólio de produtos e programas como o Finame e o BNDES Automático é outra mudança que o banco está realizando para facilitar os financiamentos para as MPE. Com menos itens, o objetivo é tornar as linhas do BNDES mais atraentes para instituições financeiras e empresários.

“O Sebrae espera que essas iniciativas gerem um efeito positivo nas instituições que operam com recursos oriundos do BNDES, tornando-os mais acessíveis aos pequenos negócios”, ressaltou o presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Guilherme Afif Domingos.


Fonte: Agência ABIPTI, com informações da Agência Sebrae de Notícias